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Viver em ERPI na primeira pessoa

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Resumo:Viver em ERPI na Primeira Pessoa é uma pesquisa apresentada ao Iscte-Instituto Universitário de Lisboa, Portugal, para provas de doutoramento em Serviço Social. Tem como objeto de estudo as experiências quotidianas e os projetos de vida nos testemunhos e expressões das pessoas mais velhas residentes em ERPI. O seu objetivo geral é reconhecer a heterogeneidade, sistematizar experiências e projetos de vida, mapear vulnerabilidades e caraterizar os alcances e limites da autodeterminação e da participação dos e das residentes em ERPI. Utilizou-se o método qualitativo intensivo e indutivo de pesquisa empírica, por contraste ao método quantitativo extensivo e dedutivo, onde a etnografia desempenhou um papel relevante. Numa janela temporal de 8 meses, realizaram-se 29 entrevistas semidiretivas e 33 sessões de observação (participante e não participante), tendo como campos empíricos uma ERPI do setor solidário e uma ERPI do setor privado. Participaram pessoas mais velhas residentes e alguns/algumas seus/suas significativos/as. Alcançou-se um vasto conjunto de resultados, dos quais se destacam: - O ingresso em ERPI é abundantemente verbalizado como rutura não planeada na trajetória de vida; - O idadismo, a biomedicalização do envelhecimento, o bullying e a violência institucional marcam presença nos testemunhos dados na 1ª pessoa e nas observações realizadas; - A padronização institucional da vida quotidiana é produtora de limitações junto das pessoas mais velhas residentes em temas relevantes para as próprias; - Diferentes condições sociais de existência, produzem efeitos significativos nas experiências quotidianas em ERPI, também mediadas pela rede de apoio externa e pelas reconfigurações identitárias produzidas pelas pessoas mais velhas residentes. Apresentam-se seis propostas de intervenção em ERPI, com vista a mudanças institucionais que possam significar o incremento da capacitação dos e das residentes. Com o objetivo de qualificar como participantes pessoas mais velhas tradicionalmente excluídas das amostras, contribui-se para a construção de um método empírico qualitativo intensivo e inclusivo.
Autores principais:Saramago, Sílvia Sara Sousa
Assunto:Pessoas mais velhas Estruturas Residenciais para Pessoas Idosas (ERPI) Experiências quotidianas Older persons Residential long term care (RLTC) Daily experiences
Ano:2025
País:Portugal
Tipo de documento:tese de doutoramento
Tipo de acesso:acesso restrito
Instituição associada:ISCTE
Idioma:português
Origem:Repositório ISCTE
Descrição
Resumo:Viver em ERPI na Primeira Pessoa é uma pesquisa apresentada ao Iscte-Instituto Universitário de Lisboa, Portugal, para provas de doutoramento em Serviço Social. Tem como objeto de estudo as experiências quotidianas e os projetos de vida nos testemunhos e expressões das pessoas mais velhas residentes em ERPI. O seu objetivo geral é reconhecer a heterogeneidade, sistematizar experiências e projetos de vida, mapear vulnerabilidades e caraterizar os alcances e limites da autodeterminação e da participação dos e das residentes em ERPI. Utilizou-se o método qualitativo intensivo e indutivo de pesquisa empírica, por contraste ao método quantitativo extensivo e dedutivo, onde a etnografia desempenhou um papel relevante. Numa janela temporal de 8 meses, realizaram-se 29 entrevistas semidiretivas e 33 sessões de observação (participante e não participante), tendo como campos empíricos uma ERPI do setor solidário e uma ERPI do setor privado. Participaram pessoas mais velhas residentes e alguns/algumas seus/suas significativos/as. Alcançou-se um vasto conjunto de resultados, dos quais se destacam: - O ingresso em ERPI é abundantemente verbalizado como rutura não planeada na trajetória de vida; - O idadismo, a biomedicalização do envelhecimento, o bullying e a violência institucional marcam presença nos testemunhos dados na 1ª pessoa e nas observações realizadas; - A padronização institucional da vida quotidiana é produtora de limitações junto das pessoas mais velhas residentes em temas relevantes para as próprias; - Diferentes condições sociais de existência, produzem efeitos significativos nas experiências quotidianas em ERPI, também mediadas pela rede de apoio externa e pelas reconfigurações identitárias produzidas pelas pessoas mais velhas residentes. Apresentam-se seis propostas de intervenção em ERPI, com vista a mudanças institucionais que possam significar o incremento da capacitação dos e das residentes. Com o objetivo de qualificar como participantes pessoas mais velhas tradicionalmente excluídas das amostras, contribui-se para a construção de um método empírico qualitativo intensivo e inclusivo.