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Tipo de respostas para lidar com manifestações emocionais do outro: dependerão da idade do outro

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Detalhes bibliográficos
Resumo:O objetivo deste estudo experimental foi testar se perante uma manifestação emocional descrita num cenário do quotidiano, a resposta de um adulto a essa manifestação variava consoante a personagem é uma criança, um adolescente ou um adulto. Realizámos um pré-teste (N=90) para selecionar quatro vinhetas criadas por nós para serem, posteriormente, utilizadas no estudo principal. Essas correspondiam a quatro emoções negativas: nojo, raiva, medo e tristeza. No estudo principal, distribuímos um questionário (N=193) em que perguntámos aos participantes quão provável seria que respondessem de acordo com sete tipos de resposta, adaptados do questionário "Coping with Children’s Negative Emotions Scale". Estes tipos de resposta estavam incluídos em duas categorias: respostas apoiantes, que podiam ser focadas no problema, na emoção ou de encorajamento expressivo, e respostas não apoiantes, que se referem a respostas de minimização, punitivas, ou de "distress". Acrescentou-se, ainda, a opção de o participante não intervir na situação. No geral, os resultados do estudo mostram que os participantes consideraram mais provável adotar respostas apoiantes e menos provável respostas não apoiantes. Para além disso, os participantes previram apoiar mais as crianças do que adultos e, em concordância, adotar menos respostas não apoiantes com crianças do que com adultos. Estes resultados são consistentes com teorias que propõem que os adultos estão evolutivamente preparados para serem responsivos a manifestações emocionais de crianças. Apesar das limitações deste estudo, nomeadamente relativas à sua validade externa, é um estudo inovador e relevante para realçar a importância do suporte emocional no desenvolvimento das competências socioemocionais das crianças.
Autores principais:Gomes, Raquel Patrícia Pontes
Assunto:Emoções Regulação emocional Competências socioemocionais Manifestação emocional Teoria da vinculação Comportamentos de sinalização em crianças Emotions Emotional regulation Socio-emotional skills Emotional manifestation Attachment theory Signaling behaviors in children
Ano:2019
País:Portugal
Tipo de documento:dissertação de mestrado
Tipo de acesso:acesso aberto
Instituição associada:ISCTE
Idioma:português
Origem:Repositório ISCTE
Descrição
Resumo:O objetivo deste estudo experimental foi testar se perante uma manifestação emocional descrita num cenário do quotidiano, a resposta de um adulto a essa manifestação variava consoante a personagem é uma criança, um adolescente ou um adulto. Realizámos um pré-teste (N=90) para selecionar quatro vinhetas criadas por nós para serem, posteriormente, utilizadas no estudo principal. Essas correspondiam a quatro emoções negativas: nojo, raiva, medo e tristeza. No estudo principal, distribuímos um questionário (N=193) em que perguntámos aos participantes quão provável seria que respondessem de acordo com sete tipos de resposta, adaptados do questionário "Coping with Children’s Negative Emotions Scale". Estes tipos de resposta estavam incluídos em duas categorias: respostas apoiantes, que podiam ser focadas no problema, na emoção ou de encorajamento expressivo, e respostas não apoiantes, que se referem a respostas de minimização, punitivas, ou de "distress". Acrescentou-se, ainda, a opção de o participante não intervir na situação. No geral, os resultados do estudo mostram que os participantes consideraram mais provável adotar respostas apoiantes e menos provável respostas não apoiantes. Para além disso, os participantes previram apoiar mais as crianças do que adultos e, em concordância, adotar menos respostas não apoiantes com crianças do que com adultos. Estes resultados são consistentes com teorias que propõem que os adultos estão evolutivamente preparados para serem responsivos a manifestações emocionais de crianças. Apesar das limitações deste estudo, nomeadamente relativas à sua validade externa, é um estudo inovador e relevante para realçar a importância do suporte emocional no desenvolvimento das competências socioemocionais das crianças.