Publicação
Pode um livro emancipar uma mulher? Feminismo, identidade e afeto nos clubes Leia Mulheres Lisboa e Heróides
| Resumo: | Há muito se reconhece que a leitura ocupa um lugar central como competência-chave determinante do desenvolvimento pessoal, profissional, social, cultural e político — leitores regulares são, por norma, cidadãos mais capacitados para tomar decisões em várias esferas das suas vidas. Melhorar a competência leitora contribui para a coesão social ao promover o entendimento intercultural e reduzir as desigualdades no acesso ao conhecimento. Uma população com melhores capacidades leitoras é essencial para a inovação e o crescimento económico. Leitores bem informados estão mais aptos a participar ativamente da vida cívica e política, fortalecendo a democracia com a robustez da sua participação. Assim, no atual contexto sociopolítico adverso às mulheres, que papel desempenham os clubes de leitura feministas? O que leva uma mulher a frequentar um clube de leitura feminista? Procura participar de uma forma de vida social? Que expectativas tem? Acima de tudo, que experiência transformadora emerge da leitura compartilhada? Este estudo tem como objetivos observar as práticas de leitura partilhada em sessões de dois clubes de leitura feministas, compreender a importância do clube para as pessoas participantes e, sobretudo, averiguar as suas motivações e as expectativas. A partir da observação dos clubes de leitura Heróides e Leia Mulheres Lisboa, reflete-se sobre a sua relação com o ciberfeminismo e sobre o conhecimento emancipatório que as leituras em grupo geram em cada participante. |
|---|---|
| Autores principais: | Mateus, Ana |
| Assunto: | Clubes de leitura Feminismo Mulher -- Woman Emancipação -- Emancipation Book clubs Empoderamento -- Empowerment |
| Ano: | 2025 |
| País: | Portugal |
| Tipo de documento: | dissertação de mestrado |
| Tipo de acesso: | acesso restrito |
| Instituição associada: | ISCTE |
| Idioma: | português |
| Origem: | Repositório ISCTE |
| Resumo: | Há muito se reconhece que a leitura ocupa um lugar central como competência-chave determinante do desenvolvimento pessoal, profissional, social, cultural e político — leitores regulares são, por norma, cidadãos mais capacitados para tomar decisões em várias esferas das suas vidas. Melhorar a competência leitora contribui para a coesão social ao promover o entendimento intercultural e reduzir as desigualdades no acesso ao conhecimento. Uma população com melhores capacidades leitoras é essencial para a inovação e o crescimento económico. Leitores bem informados estão mais aptos a participar ativamente da vida cívica e política, fortalecendo a democracia com a robustez da sua participação. Assim, no atual contexto sociopolítico adverso às mulheres, que papel desempenham os clubes de leitura feministas? O que leva uma mulher a frequentar um clube de leitura feminista? Procura participar de uma forma de vida social? Que expectativas tem? Acima de tudo, que experiência transformadora emerge da leitura compartilhada? Este estudo tem como objetivos observar as práticas de leitura partilhada em sessões de dois clubes de leitura feministas, compreender a importância do clube para as pessoas participantes e, sobretudo, averiguar as suas motivações e as expectativas. A partir da observação dos clubes de leitura Heróides e Leia Mulheres Lisboa, reflete-se sobre a sua relação com o ciberfeminismo e sobre o conhecimento emancipatório que as leituras em grupo geram em cada participante. |
|---|