Publicação
O PAIGC e as repercussões da luta nacionalista na imprensa ocidental
| Resumo: | Durante o Estado Novo, e sobretudo nos anos da guerra colonial que se prolongou de 1961 a 1974, os movimentos nacionalistas nas colónias portuguesas em África tentaram estabelecer laços diplomáticos, conquistar apoio internacional e convencer o mundo da justiça da sua luta. Fizeram-no de várias formas, incluindo contactos com representantes de diversos países e com jornalistas e jornais que poderiam ajudar a criar uma opinião pública favorável à causa nacionalista. O tema deste trabalho, que se integra no domínio científico das Relações Internacionais, é a relação o Partido Africano para a Independência da Guiné-Bissau e Cabo Verde (PAIGC) e a imprensa internacional, e a forma como este partido recorreu a estratégias de propaganda para promover a sua luta de libertação. Os artigos publicados em três jornais – The New York Times, Times e Le Monde – foram as principais fontes deste trabalho. Para além disso, pesquisou-se o tratamento dado à luta contra o colonialismo na Guiné-Bissau por parte de revistas especializadas em África, como a Afrique-Asie e a Jeune Afrique, e pelos próprios meios criados pelo PAIGC para difundir informação, como os boletins Libertação e PAIGC Actualités e a Rádio Libertação. Ao promover conferências de imprensa e estimular visitas dos jornalistas às zonas libertadas, o PAIGC mostrou estar consciente da importância de divulgar os seus objectivos e sucessos militares. E a imprensa, que assumiu maioritariamente uma posição anti-colonialista, foi uma parte importante dessa estratégia. |
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| Autores principais: | Santos, Isabel Gorjão |
| Assunto: | PAIGC Guiné-Bissau Imprensa internacional Movimentos nacionalistas Propaganda -- Propaganda Descolonização -- Decolonization Guinea Bissau International press Nationalist movements |
| Ano: | 2010 |
| País: | Portugal |
| Tipo de documento: | dissertação de mestrado |
| Tipo de acesso: | acesso aberto |
| Instituição associada: | ISCTE |
| Idioma: | português |
| Origem: | Repositório ISCTE |
| Resumo: | Durante o Estado Novo, e sobretudo nos anos da guerra colonial que se prolongou de 1961 a 1974, os movimentos nacionalistas nas colónias portuguesas em África tentaram estabelecer laços diplomáticos, conquistar apoio internacional e convencer o mundo da justiça da sua luta. Fizeram-no de várias formas, incluindo contactos com representantes de diversos países e com jornalistas e jornais que poderiam ajudar a criar uma opinião pública favorável à causa nacionalista. O tema deste trabalho, que se integra no domínio científico das Relações Internacionais, é a relação o Partido Africano para a Independência da Guiné-Bissau e Cabo Verde (PAIGC) e a imprensa internacional, e a forma como este partido recorreu a estratégias de propaganda para promover a sua luta de libertação. Os artigos publicados em três jornais – The New York Times, Times e Le Monde – foram as principais fontes deste trabalho. Para além disso, pesquisou-se o tratamento dado à luta contra o colonialismo na Guiné-Bissau por parte de revistas especializadas em África, como a Afrique-Asie e a Jeune Afrique, e pelos próprios meios criados pelo PAIGC para difundir informação, como os boletins Libertação e PAIGC Actualités e a Rádio Libertação. Ao promover conferências de imprensa e estimular visitas dos jornalistas às zonas libertadas, o PAIGC mostrou estar consciente da importância de divulgar os seus objectivos e sucessos militares. E a imprensa, que assumiu maioritariamente uma posição anti-colonialista, foi uma parte importante dessa estratégia. |
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