Publicação
“O fruto da vida é sagrado”: A terra na campanha de Jair Bolsonaro
| Resumo: | Em contraste com uma construção política populista que o atual presidente do Brasil Jair Bolsonaro e o seu então partido propunham enquanto projeto de governo, esta pesquisa busca lançar luz à importância de olhar para a questão da ‘terra’ considerando a existência das muitas perspetivas que o termo pode evocar. A partir do desdobramento interpretativo da análise de conteúdo temática e formal do programa de governo “O Caminho da Prosperidade” do Partido Social Liberal e da conta no Twitter do então presidenciável entre janeiro e outubro de 2018, ressalta-se a ontologia-mercantil do liberalismo clássico enquanto elementar para o estabelecimento da fronteira política proposta por Bolsonaro; a propriedade privada enquanto eixo central de sua campanha; uma articulação hegemônica em torno do agronegócio e um complemento à ideologia neoliberal de mercado enquanto marcas de um populismo que, respaldado por um discurso securitizador, constitui a base da narrativa acerca do agrário na campanha política sob análise. |
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| Autores principais: | Carneiro, L. |
| Assunto: | Terra Alteridade cultural radical Jair Bolsonaro Populismo digital |
| Ano: | 2022 |
| País: | Portugal |
| Tipo de documento: | documento de conferência |
| Tipo de acesso: | acesso aberto |
| Instituição associada: | ISCTE |
| Idioma: | português |
| Origem: | Repositório ISCTE |
| Resumo: | Em contraste com uma construção política populista que o atual presidente do Brasil Jair Bolsonaro e o seu então partido propunham enquanto projeto de governo, esta pesquisa busca lançar luz à importância de olhar para a questão da ‘terra’ considerando a existência das muitas perspetivas que o termo pode evocar. A partir do desdobramento interpretativo da análise de conteúdo temática e formal do programa de governo “O Caminho da Prosperidade” do Partido Social Liberal e da conta no Twitter do então presidenciável entre janeiro e outubro de 2018, ressalta-se a ontologia-mercantil do liberalismo clássico enquanto elementar para o estabelecimento da fronteira política proposta por Bolsonaro; a propriedade privada enquanto eixo central de sua campanha; uma articulação hegemônica em torno do agronegócio e um complemento à ideologia neoliberal de mercado enquanto marcas de um populismo que, respaldado por um discurso securitizador, constitui a base da narrativa acerca do agrário na campanha política sob análise. |
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