Publicação
Autoeficácia e outras questões psicossociais: Como se sentem os adolescentes Portugueses
| Resumo: | O objetivo do estudo foi analisar o nível de autoeficácia, variáveis relacionadas com o envolvimento escolar e a satisfação com a vida dos adolescentes portugueses. Participaram neste estudo 5695 alunos dos 8º, 10º e 12º anos de escolaridade, participantes do estudo HBSC 2018, com uma média de idades de 15.5 anos (DP=1.8), 53.9% do género feminino. Os participantes preencheram um subescala de autoeficácia, responderam a um conjunto de questões relacionadas com o envolvimento escolar e satisfação com a vida. Os rapazes apresentam valores superiores em termos de autoeficácia e satisfação com a vida, contudo, valores superiores de pressão parental para ter boas notas e menor satisfação com a escola foram observados. Tanto rapazes como meninas se percecionam como tendo pouco sucesso na escola e não se observam diferenças ao longo dos anos de escolaridade. Os alunos do 12º são aqueles que reportam mais pressão com os trabalhos de casa, maior pressão com a avaliação e mais matéria, embora sejam os alunos do 8º os que sentem as matérias como mais difíceis e mais pressão dos pais. A satisfação com a escola e com a vida também diminui ao longo dos anos. Os resultados obtidos salientam as relações entre autoeficácia, envolvimento escolar e satisfação com a vida, evidenciando áreas de intervenção chave para uma educação de qualidade. Os adolescentes portugueses apresentam, de um modo geral, bons níveis de satisfação com a vida. No entanto, o sucesso escolar percebido e a satisfação com a escola apresentam valores reduzidos. Destaca-se a importância de programas de aprendizagem sociemocional que promovam a autoeficácia, estratégias para regulação de ansiedade face às dificuldades sentidas na escola. |
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| Autores principais: | Santos, A. |
| Outros Autores: | Simões, C.; Lebre, P.; Matos, M. G. de. |
| Assunto: | Adolescência Autoeficácia Envolvimento escolar Género Sucesso escolar |
| Ano: | 2019 |
| País: | Portugal |
| Tipo de documento: | artigo |
| Tipo de acesso: | acesso aberto |
| Instituição associada: | ISCTE |
| Idioma: | português |
| Origem: | Repositório ISCTE |
| Resumo: | O objetivo do estudo foi analisar o nível de autoeficácia, variáveis relacionadas com o envolvimento escolar e a satisfação com a vida dos adolescentes portugueses. Participaram neste estudo 5695 alunos dos 8º, 10º e 12º anos de escolaridade, participantes do estudo HBSC 2018, com uma média de idades de 15.5 anos (DP=1.8), 53.9% do género feminino. Os participantes preencheram um subescala de autoeficácia, responderam a um conjunto de questões relacionadas com o envolvimento escolar e satisfação com a vida. Os rapazes apresentam valores superiores em termos de autoeficácia e satisfação com a vida, contudo, valores superiores de pressão parental para ter boas notas e menor satisfação com a escola foram observados. Tanto rapazes como meninas se percecionam como tendo pouco sucesso na escola e não se observam diferenças ao longo dos anos de escolaridade. Os alunos do 12º são aqueles que reportam mais pressão com os trabalhos de casa, maior pressão com a avaliação e mais matéria, embora sejam os alunos do 8º os que sentem as matérias como mais difíceis e mais pressão dos pais. A satisfação com a escola e com a vida também diminui ao longo dos anos. Os resultados obtidos salientam as relações entre autoeficácia, envolvimento escolar e satisfação com a vida, evidenciando áreas de intervenção chave para uma educação de qualidade. Os adolescentes portugueses apresentam, de um modo geral, bons níveis de satisfação com a vida. No entanto, o sucesso escolar percebido e a satisfação com a escola apresentam valores reduzidos. Destaca-se a importância de programas de aprendizagem sociemocional que promovam a autoeficácia, estratégias para regulação de ansiedade face às dificuldades sentidas na escola. |
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