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Sair da ilha para "viver na praia": Aspirações, redes e percursos na migração de timorenses para Portugal

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Detalhes bibliográficos
Resumo:O fluxo migratório estudado, tendo sido iniciado em 2022, constitui uma rutura com os padrões da emigração timorense no período pós-independência. Esta dissertação procura identificar, a partir da perspetiva dos próprios migrantes, os principais fatores explicativos da migração, do processo decisional e da integração social. Tratando a natureza das aspirações como questão empírica, concebe-se a migração como uma ação individual no quadro de uma decisão partilhada e estruturalmente condicionada. Deste modo, identificam-se as aspirações migratórias (nível micro) no contexto de um ambiente particular de emigração (nível macro), assim como as redes e os mecanismos de "feedback" que, operando ao nível meso, articulam as duas escalas. Por fim, aborda-se o modo de integração destes migrantes. A partir da identificação de percursos no trabalho agrícola e num centro de acolhimento, problematiza-se o paradoxo resultante da ambivalência entre um discurso marcadamente assimilacionista (que realça o espaço identitário comum entre migrantes e autóctones) e uma vivência quotidiana marcada pela etnicização (reforçada, cumulativamente, por situações de exclusão, precariedade e vulnerabilidade social).
Autores principais:Curvêlo, João Cláudio Candeias Fragoso
Assunto:Migração laboral Aspirações migratórias Redes sociais Integração social Labour migration Migratory aspirations Social networks
Ano:2023
País:Portugal
Tipo de documento:dissertação de mestrado
Tipo de acesso:acesso aberto
Instituição associada:ISCTE
Idioma:português
Origem:Repositório ISCTE
Descrição
Resumo:O fluxo migratório estudado, tendo sido iniciado em 2022, constitui uma rutura com os padrões da emigração timorense no período pós-independência. Esta dissertação procura identificar, a partir da perspetiva dos próprios migrantes, os principais fatores explicativos da migração, do processo decisional e da integração social. Tratando a natureza das aspirações como questão empírica, concebe-se a migração como uma ação individual no quadro de uma decisão partilhada e estruturalmente condicionada. Deste modo, identificam-se as aspirações migratórias (nível micro) no contexto de um ambiente particular de emigração (nível macro), assim como as redes e os mecanismos de "feedback" que, operando ao nível meso, articulam as duas escalas. Por fim, aborda-se o modo de integração destes migrantes. A partir da identificação de percursos no trabalho agrícola e num centro de acolhimento, problematiza-se o paradoxo resultante da ambivalência entre um discurso marcadamente assimilacionista (que realça o espaço identitário comum entre migrantes e autóctones) e uma vivência quotidiana marcada pela etnicização (reforçada, cumulativamente, por situações de exclusão, precariedade e vulnerabilidade social).