Publicação
Psicopatia e interação social: a interferência dos traços de psicopatia na cooperação
| Resumo: | A psicopatia é uma desordem frequentemente associada ao comportamento antissocial, ao crime e à delinquência, ao desrespeito pelas regras e instituições. Define-se por uma constelação de características afetivas, interpessoais e comportamentais que, para muitos investigadores, assenta num défice emocional. Os psicopatas são egocêntricos, não experienciam emoções (culpa, remorsos ou empatia) que dispõem para a cooperação e que são necessárias ao comportamento social apropriado. Os aspetos interpessoais e afetivos da psicopatia adulta foram identificados em crianças e adolescentes; a presença de traços de frieza e de défice emocional permite selecionar um subgrupo de jovens com problemas de conduta que apresentam um padrão de comportamento antissocial mais agressivo. Este trabalho procura investigar a associação entre as características psicopáticas e as respostas cooperantes nos adolescentes. Num primeiro estudo procedeu-se à adaptação para a língua portuguesa do ICU (Frick, 2004), com uma amostra de 152 estudantes. Este instrumento avalia os aspetos afetivos da psicopatia e tem apresentado correlações significativas com padrões severos de agressividade, delinquência e distúrbios de conduta. As análises de consistência interna e da estrutura fatorial da escala total e das 3 subescalas confirmaram as suas qualidades psicométricas. No segundo estudo investigámos a relação entre psicopatia (apurada pelo ICU e YPI) e cooperação (utilizando o paradigma do Dilema do Prisioneiro), numa amostra de 52 estudantes. Concluiu-se que os indivíduos com maior índice de psicopatia são menos cooperantes do que os outros apenas quando deparam com adversários pouco cooperantes. Os resultados sugerem que as condições ambientais interferem na manifestação da patologia. |
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| Autores principais: | Goulart, Ana Lúcia Monteiro Freitas Garcia |
| Assunto: | Psicopatia Adolescência Traços de frieza e défice emocional Cooperação Dilema do prisioneiro Psychopathy Adolescence Callous-unemotional traits Cooperation Prisoner's dilemma |
| Ano: | 2012 |
| País: | Portugal |
| Tipo de documento: | dissertação de mestrado |
| Tipo de acesso: | acesso aberto |
| Instituição associada: | ISCTE |
| Idioma: | português |
| Origem: | Repositório ISCTE |
| Resumo: | A psicopatia é uma desordem frequentemente associada ao comportamento antissocial, ao crime e à delinquência, ao desrespeito pelas regras e instituições. Define-se por uma constelação de características afetivas, interpessoais e comportamentais que, para muitos investigadores, assenta num défice emocional. Os psicopatas são egocêntricos, não experienciam emoções (culpa, remorsos ou empatia) que dispõem para a cooperação e que são necessárias ao comportamento social apropriado. Os aspetos interpessoais e afetivos da psicopatia adulta foram identificados em crianças e adolescentes; a presença de traços de frieza e de défice emocional permite selecionar um subgrupo de jovens com problemas de conduta que apresentam um padrão de comportamento antissocial mais agressivo. Este trabalho procura investigar a associação entre as características psicopáticas e as respostas cooperantes nos adolescentes. Num primeiro estudo procedeu-se à adaptação para a língua portuguesa do ICU (Frick, 2004), com uma amostra de 152 estudantes. Este instrumento avalia os aspetos afetivos da psicopatia e tem apresentado correlações significativas com padrões severos de agressividade, delinquência e distúrbios de conduta. As análises de consistência interna e da estrutura fatorial da escala total e das 3 subescalas confirmaram as suas qualidades psicométricas. No segundo estudo investigámos a relação entre psicopatia (apurada pelo ICU e YPI) e cooperação (utilizando o paradigma do Dilema do Prisioneiro), numa amostra de 52 estudantes. Concluiu-se que os indivíduos com maior índice de psicopatia são menos cooperantes do que os outros apenas quando deparam com adversários pouco cooperantes. Os resultados sugerem que as condições ambientais interferem na manifestação da patologia. |
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