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A imagem fragmentária benjaminiana de Baudelaire aplicada a Lisboa de Ressano Garcia como similitude imaginária de Paris, capital do Século XIX

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Detalhes bibliográficos
Resumo:O presente artigo é composto de fragmentos históricos colocados em confronto e pretende ser um ensaio paralelo da investição sistémica de Lisboa por Paris pela escolha da obra de Walter Benjamin, Le livre des Passages (The Passagenwerk ou Arcades Project) – uma obra, e um autor que abrem o debate norteador que ambiciona ser a reprodução de um contexto urbano: “Et le passage est l’architecture la plus importante du XIXe siècle” (BENJAMIN, 2009, p.832). O corpo do confronto iniciar-se-á no l´exposé de 1935 intitulado Paris, capitale du XIXe siècle e consequentemente na sua consciência evolutiva com edição no Zeitschrift für Sozialforschung em 1936 sob a chancela francesa de L´Oeuvre d´art à l’époque de sa reproduction mécanisée – Fig. 1. O interesse centra-se na possibilidade conceitual de se estar em permanente construção e inconclusão – tal como na obra de Benjamin. Charles Baudelaire é proposto como um modelo-miniatura em Les Passages e neste escrito assume-se como uma personagem convidada. Será a partir dele que se fará o confronto em espelho pela interpretação do poema Le Cygne incluído no Tableaux Parisiens na secção de Les Fleurs du mal – “Le vieux Paris n’est plus la forme d’une ville (...)” – “Paris change ! mais rien dans ma mélancolie\ N’a bougé !” e da análise do frontespício de Félicien Rops para o poema Les Épaves referenciados por Benjamin. As perculsivas interpretações melancólicas e alegóricas dos fragmentos baudelairianos, impulsionarão a abordagem a Ressano Garcia pelas ligações que teve com Paris e pela implantação do projecto de expansão de Lisboa, que conjuntamente a Eça, leia-se de Queirós, estarão no outro lado do espelho. Fragmento a fragmento é construído o ensaio numa rede de conceitos operativos que movem a investição e confrontam duas cidades tão ligadas e distantes.
Autores principais:André, P.
Outros Autores:Rosado, C.
Assunto:Baudelaire Benjamin Paris Lisboa Ressano Garcia
Ano:2017
País:Portugal
Tipo de documento:documento de conferência
Tipo de acesso:acesso aberto
Instituição associada:ISCTE
Idioma:português
Origem:Repositório ISCTE
Descrição
Resumo:O presente artigo é composto de fragmentos históricos colocados em confronto e pretende ser um ensaio paralelo da investição sistémica de Lisboa por Paris pela escolha da obra de Walter Benjamin, Le livre des Passages (The Passagenwerk ou Arcades Project) – uma obra, e um autor que abrem o debate norteador que ambiciona ser a reprodução de um contexto urbano: “Et le passage est l’architecture la plus importante du XIXe siècle” (BENJAMIN, 2009, p.832). O corpo do confronto iniciar-se-á no l´exposé de 1935 intitulado Paris, capitale du XIXe siècle e consequentemente na sua consciência evolutiva com edição no Zeitschrift für Sozialforschung em 1936 sob a chancela francesa de L´Oeuvre d´art à l’époque de sa reproduction mécanisée – Fig. 1. O interesse centra-se na possibilidade conceitual de se estar em permanente construção e inconclusão – tal como na obra de Benjamin. Charles Baudelaire é proposto como um modelo-miniatura em Les Passages e neste escrito assume-se como uma personagem convidada. Será a partir dele que se fará o confronto em espelho pela interpretação do poema Le Cygne incluído no Tableaux Parisiens na secção de Les Fleurs du mal – “Le vieux Paris n’est plus la forme d’une ville (...)” – “Paris change ! mais rien dans ma mélancolie\ N’a bougé !” e da análise do frontespício de Félicien Rops para o poema Les Épaves referenciados por Benjamin. As perculsivas interpretações melancólicas e alegóricas dos fragmentos baudelairianos, impulsionarão a abordagem a Ressano Garcia pelas ligações que teve com Paris e pela implantação do projecto de expansão de Lisboa, que conjuntamente a Eça, leia-se de Queirós, estarão no outro lado do espelho. Fragmento a fragmento é construído o ensaio numa rede de conceitos operativos que movem a investição e confrontam duas cidades tão ligadas e distantes.