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Droga de prisão

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Detalhes bibliográficos
Resumo:A partir do final dos anos sessenta, em todo o mundo ocidental, as transformações dos modos de viver tornou-os mais dificilmente compagináveis com “costumes sociais” e “caracteres pessoais” estereotipados. Os dogmas legais e os preconceitos dos Juizes tornaram-se estreitos perante a variedade de possibilidades que as sociedades actuais oferecem à iniciativa dos seus cidadãos. As referências éticas, estéticas e políticas tornam-se mais difusas e confusas. O relativismo inunda a sociedade e a consciência dos Juizes . A Justiça, de um só golpe, passa a exigir mais competências e tempo de ponderação dos Juizes e a ser alvo de recurso legítimo de maior número cidadãos . Numa palavra: a Justiça é cada vez mais procurada no sistema judicial sem que este último estivesse (ou esteja) preparado para cumprir com a sua função na escala em que lhe é pedido nem com as soluções mais justas. Por isso se diz que a justiça está em crise e os próprios responsáveis do estado reconhecem que a justiça é injusta.
Autores principais:Dores, António Pedro
Assunto:prisão drogas
Ano:2001
País:Portugal
Tipo de documento:capítulo de livro
Tipo de acesso:acesso aberto
Instituição associada:ISCTE
Idioma:português
Origem:Repositório ISCTE
Descrição
Resumo:A partir do final dos anos sessenta, em todo o mundo ocidental, as transformações dos modos de viver tornou-os mais dificilmente compagináveis com “costumes sociais” e “caracteres pessoais” estereotipados. Os dogmas legais e os preconceitos dos Juizes tornaram-se estreitos perante a variedade de possibilidades que as sociedades actuais oferecem à iniciativa dos seus cidadãos. As referências éticas, estéticas e políticas tornam-se mais difusas e confusas. O relativismo inunda a sociedade e a consciência dos Juizes . A Justiça, de um só golpe, passa a exigir mais competências e tempo de ponderação dos Juizes e a ser alvo de recurso legítimo de maior número cidadãos . Numa palavra: a Justiça é cada vez mais procurada no sistema judicial sem que este último estivesse (ou esteja) preparado para cumprir com a sua função na escala em que lhe é pedido nem com as soluções mais justas. Por isso se diz que a justiça está em crise e os próprios responsáveis do estado reconhecem que a justiça é injusta.