Publicação
Identité religieuse et culture politique: les représentations de la démocratie des fidèles pentecôtistes au Bénin
| Resumo: | Adoptando como quadro do seu estudo a expansão dos movimentos pentecostais no Benim num contexto de democratização do país, este artigo interessa-se pelos efeitos da pertença religiosa na cultura política dos convertidos, e mais particularmente pelas representações da democracia elaboradas pelos fieis. Apoiando-se em entrevistas realizadas com convertidos beninenses, demonstra que as suas concepções da política são parcialmente condicionadas pela pertença religiosa, sublinhando a seguir que a democracia vista pelos crentes corresponde a princípios por eles valorizados e a representações contrastantes. Se a pertença pentecostal parece não constituir um obstáculo à aceitação dos princípio e mecanismos democráticos, a razão reside no facto de que esta socialização religiosa pode contribuir à internalização das novas normas políticas: porque fornece uma grelha de leitura das transformações políticas, e porque ela pode, paradoxalmente, acusar uma afinidade com as lógicas que guiam a formação de um espaço público democrático. |
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| Autores principais: | Mayrargue, Cédric |
| Assunto: | Democracia Cultura política Pentecostalismo Benim |
| Ano: | 2003 |
| País: | Portugal |
| Tipo de documento: | artigo |
| Tipo de acesso: | acesso aberto |
| Instituição associada: | ISCTE |
| Idioma: | francês |
| Origem: | Repositório ISCTE |
| Resumo: | Adoptando como quadro do seu estudo a expansão dos movimentos pentecostais no Benim num contexto de democratização do país, este artigo interessa-se pelos efeitos da pertença religiosa na cultura política dos convertidos, e mais particularmente pelas representações da democracia elaboradas pelos fieis. Apoiando-se em entrevistas realizadas com convertidos beninenses, demonstra que as suas concepções da política são parcialmente condicionadas pela pertença religiosa, sublinhando a seguir que a democracia vista pelos crentes corresponde a princípios por eles valorizados e a representações contrastantes. Se a pertença pentecostal parece não constituir um obstáculo à aceitação dos princípio e mecanismos democráticos, a razão reside no facto de que esta socialização religiosa pode contribuir à internalização das novas normas políticas: porque fornece uma grelha de leitura das transformações políticas, e porque ela pode, paradoxalmente, acusar uma afinidade com as lógicas que guiam a formação de um espaço público democrático. |
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