Publicação
Olhar para dentro, escrever para fora: segurança, emancipação e etnografia
| Resumo: | Há qualquer coisa particularmente apelativa na teoria crítica. Confrontado entre a possibilidade de adotar uma perspetiva tradicional orientada para explicar o mundo e facilitar a reprodução da ordem social existente ou escolher uma abordagem crítica que procura questionar e transformar essa mesma ordem, e as suas instituições dominantes com o objetivo de reduzir desigualdades sociais, económicas e políticas, qualquer estudante das Relações Internacionais optará pela segunda opção. Mas talvez seja exatamente devido à sua natureza contra-hegemónica que a teoria crítica tem sido sistematicamente erradicada do currículo disciplinar em Portugal. Salvo raras exceções, a grande maioria dos alunos terminará os seus estudos sem ouvir falar de Karl Marx, Antonio Gramsci ou da Escola de Frankfurt, enquanto a minoria que os conhece terá acesso a pouco mais do que uma visão enviesada e frequentemente superficial da sua importância. |
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| Autores principais: | Terrenas, J. |
| Ano: | 2021 |
| País: | Portugal |
| Tipo de documento: | capítulo de livro |
| Tipo de acesso: | acesso aberto |
| Instituição associada: | ISCTE |
| Idioma: | português |
| Origem: | Repositório ISCTE |
| Resumo: | Há qualquer coisa particularmente apelativa na teoria crítica. Confrontado entre a possibilidade de adotar uma perspetiva tradicional orientada para explicar o mundo e facilitar a reprodução da ordem social existente ou escolher uma abordagem crítica que procura questionar e transformar essa mesma ordem, e as suas instituições dominantes com o objetivo de reduzir desigualdades sociais, económicas e políticas, qualquer estudante das Relações Internacionais optará pela segunda opção. Mas talvez seja exatamente devido à sua natureza contra-hegemónica que a teoria crítica tem sido sistematicamente erradicada do currículo disciplinar em Portugal. Salvo raras exceções, a grande maioria dos alunos terminará os seus estudos sem ouvir falar de Karl Marx, Antonio Gramsci ou da Escola de Frankfurt, enquanto a minoria que os conhece terá acesso a pouco mais do que uma visão enviesada e frequentemente superficial da sua importância. |
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