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A questão sanitária em Lisboa: o saneamento básico e a urban penalty (1870-1910)

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Detalhes bibliográficos
Resumo:Entre 1870 e 1910, a população de Lisboa duplicou, atingindo 435 mil habitantes. Apesar de, à escala Europeia, se tratar de um crescimento modesto, Lisboa apresentou, durante esta cronologia, uma das mais elevadas taxas de crescimento demográfico entre as capitais Europeias. Este crescimento demográfico causou uma forte pressão sobre as infraestruturas sanitárias da cidade. O Estado Liberal, com a sua reduzida implantação fiscal e doutrina pouco intervencionista, via-se colocado perante importantes desafios de saúde pública. Parte da solução para estes problemas foram encontrados na iniciativa privada. De facto, durante este período, a consolidação urbanística de Lisboa e a implementação do sistema de abastecimento de água decorreram do investimento privado. Existia, contudo, uma infraestrutura fundamental para o desempenho sanitário que recaía inteiramente sobre o Estado: o sistema de saneamento básico. Este sistema seria implementado no decurso da cronologia proposta, embora distante do que foi inicialmente planeado. O computo geral deste puzzle sanitário terá sido benéfico. De facto, durante este período, Lisboa assistiu a uma queda importante da mortalidade, incluindo nas mortalidades mais correntemente associadas às deficiências sanitárias como a mortalidade infantil e a mortalidade epidémica devido à cólera ou a tifoide.
Autores principais:Matos, Parcídio Miguel Gomes Campos e
Assunto:Questão sanitária Saneamento básico Urban penalty Debate sanitários Urbanismo Lisboa Sanitary situation Sewage system Sanitary debate Urbanism Lisbon
Ano:2021
País:Portugal
Tipo de documento:dissertação de mestrado
Tipo de acesso:acesso aberto
Instituição associada:ISCTE
Idioma:português
Origem:Repositório ISCTE
Descrição
Resumo:Entre 1870 e 1910, a população de Lisboa duplicou, atingindo 435 mil habitantes. Apesar de, à escala Europeia, se tratar de um crescimento modesto, Lisboa apresentou, durante esta cronologia, uma das mais elevadas taxas de crescimento demográfico entre as capitais Europeias. Este crescimento demográfico causou uma forte pressão sobre as infraestruturas sanitárias da cidade. O Estado Liberal, com a sua reduzida implantação fiscal e doutrina pouco intervencionista, via-se colocado perante importantes desafios de saúde pública. Parte da solução para estes problemas foram encontrados na iniciativa privada. De facto, durante este período, a consolidação urbanística de Lisboa e a implementação do sistema de abastecimento de água decorreram do investimento privado. Existia, contudo, uma infraestrutura fundamental para o desempenho sanitário que recaía inteiramente sobre o Estado: o sistema de saneamento básico. Este sistema seria implementado no decurso da cronologia proposta, embora distante do que foi inicialmente planeado. O computo geral deste puzzle sanitário terá sido benéfico. De facto, durante este período, Lisboa assistiu a uma queda importante da mortalidade, incluindo nas mortalidades mais correntemente associadas às deficiências sanitárias como a mortalidade infantil e a mortalidade epidémica devido à cólera ou a tifoide.