Publicação
Práticas e estilos parentais em mulheres vítimas e não vítimas de violência conjugal: o papel moderador do suporte social, do género e ordem de nascimento dos filhos
| Resumo: | A mulher vítima de violência conjugal tem vindo a merecer especial destaque entre as mais diversas formas de violência, podendo esta afetar o seu papel de mãe no exercício da parentalidade. Como tal, e no sentido de complementar a pesquisa já existente, o presente estudo pretendeu analisar as práticas educativas e os estilos parentais de mães vítimas de violência conjugal e mães não vítimas, bem como o papel moderador do suporte social (insatisfação com os amigos, insatisfação na intimidade, insatisfação com a família e insatisfação com as atividades sociais), do género e ordem de nascimento dos filhos (primogénitos e mais novos) nestas relações. A amostra foi constituída por 112 mães, vítimas (n=51) e não vítimas (n=61) de violência conjugal. Os resultados revelaram que as mulheres vítimas de violência conjugal utilizam mais frequentemente práticas educativas inadequadas mas socialmente aceites, práticas de punição física consideradas abusivas e práticas emocionalmente abusivas na interação com os seus filhos, quando comparadas com as mulheres mães não vítimas; quanto aos estilos parentais não se registaram diferenças significativas entre mulheres vítimas e não vítimas. O suporte social revelou ser a única variável moderadora, sendo que essa moderação apenas se verificou no estilo democrático; mais concretamente, as mães não vítimas são mais democráticas com os seus filhos quanto menos insatisfeitas estiverem na intimidade; já as mães vítimas são mais democráticas quanto mais insatisfeitas estiverem com as atividades sociais. Os resultados serão analisados à luz das teorias existentes. |
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| Autores principais: | Valejo, Filipa Raquel Rebocho |
| Assunto: | Violência conjugal Práticas educativas Estilos parentais Suporte social Conjugal violence Educational practices Parenting styles Social support |
| Ano: | 2013 |
| País: | Portugal |
| Tipo de documento: | dissertação de mestrado |
| Tipo de acesso: | acesso restrito |
| Instituição associada: | ISCTE |
| Idioma: | português |
| Origem: | Repositório ISCTE |
| Resumo: | A mulher vítima de violência conjugal tem vindo a merecer especial destaque entre as mais diversas formas de violência, podendo esta afetar o seu papel de mãe no exercício da parentalidade. Como tal, e no sentido de complementar a pesquisa já existente, o presente estudo pretendeu analisar as práticas educativas e os estilos parentais de mães vítimas de violência conjugal e mães não vítimas, bem como o papel moderador do suporte social (insatisfação com os amigos, insatisfação na intimidade, insatisfação com a família e insatisfação com as atividades sociais), do género e ordem de nascimento dos filhos (primogénitos e mais novos) nestas relações. A amostra foi constituída por 112 mães, vítimas (n=51) e não vítimas (n=61) de violência conjugal. Os resultados revelaram que as mulheres vítimas de violência conjugal utilizam mais frequentemente práticas educativas inadequadas mas socialmente aceites, práticas de punição física consideradas abusivas e práticas emocionalmente abusivas na interação com os seus filhos, quando comparadas com as mulheres mães não vítimas; quanto aos estilos parentais não se registaram diferenças significativas entre mulheres vítimas e não vítimas. O suporte social revelou ser a única variável moderadora, sendo que essa moderação apenas se verificou no estilo democrático; mais concretamente, as mães não vítimas são mais democráticas com os seus filhos quanto menos insatisfeitas estiverem na intimidade; já as mães vítimas são mais democráticas quanto mais insatisfeitas estiverem com as atividades sociais. Os resultados serão analisados à luz das teorias existentes. |
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