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Capital cultural: Uma noção em final de carreira? A propósito das forças e fraquezas da noção de capital cultural e da sociologia de Pierre Bourdieu
| Resumo: | Discute-se sem exaustão o capital cultural como noção científica. Num primeiro movimento introduz-se alguma de conhecida crítica a ela endossada, mormente por Grignon e Passeron, apoiada em casos de pesquisa empírica que, nas "problemáticas", não se propuseram com ela contender. Chega-se então provisoriamente à ideia de "vício de legitimismo" que a afectaria. Num segundo movimento analisa-se, a partir de "um ponto de vista exemplarmente bourdiano", a noção enquanto "estrutura de significação ideológica" com potencial eficácia específica no contexto das lutas sociais e simbólicas que se desenrolam nos campos de produção cultural. Destaque às (in)definições de (auto-)classificação que Bourdieu manipula. Da conjugação dos dois movimentos fica a proposta, em balanço, não de simples abandono desta noção como operador teórico, tão somente das "solicitações universalistas" nela inscritas. |
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| Autores principais: | Nunes, João Sedas |
| Assunto: | Capital cultural Legitimismo Domínio de validade Autonomia científica Cultural capital |
| Ano: | 1999 |
| País: | Portugal |
| Tipo de documento: | artigo |
| Tipo de acesso: | acesso aberto |
| Instituição associada: | ISCTE |
| Idioma: | português |
| Origem: | Repositório ISCTE |
| Resumo: | Discute-se sem exaustão o capital cultural como noção científica. Num primeiro movimento introduz-se alguma de conhecida crítica a ela endossada, mormente por Grignon e Passeron, apoiada em casos de pesquisa empírica que, nas "problemáticas", não se propuseram com ela contender. Chega-se então provisoriamente à ideia de "vício de legitimismo" que a afectaria. Num segundo movimento analisa-se, a partir de "um ponto de vista exemplarmente bourdiano", a noção enquanto "estrutura de significação ideológica" com potencial eficácia específica no contexto das lutas sociais e simbólicas que se desenrolam nos campos de produção cultural. Destaque às (in)definições de (auto-)classificação que Bourdieu manipula. Da conjugação dos dois movimentos fica a proposta, em balanço, não de simples abandono desta noção como operador teórico, tão somente das "solicitações universalistas" nela inscritas. |
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