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Da magreza para sapatilha de ponta à “cara de bailarina”: Entendimento da relação da dança com os corpos gordos

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Detalhes bibliográficos
Resumo:Atualmente é possível identificar uma certa imposição do Ballet Clássico para a manutenção de um corpo magro, mesmo que, de maneira velada e/ou indireta, o que impossibilita o destaque de bailarinas/os gordos neste universo. Esta exigência está, provavelmente, relacionada tanto com o contexto histórico de surgimento da modalidade e também com o contexto sociocultural de concepção de beleza e saúde. Isto é especialmente relevante quando relacionado com o corpo das mulheres, que cruza com as discussões da chamada gordofobia e os fat studies. Todos estes conceitos concorrem para a identidade da/o bailarina/o na atualidade. Produz-se, assim, uma dualidade entre a bailarina/o ideal e as pessoas que não se enquadram neste padrão esperado por serem gordas, mas se identificam como tal por trabalharem com a modalidade e/ou a praticarem por anos. Nesta dissertação debaterei a imagem ideal do corpo da bailarina no imaginário de professores, bailarinos e pessoas fora da dança, com base num trabalho de investigação qualitativa, baseado em entrevistas semi estruturadas, e, também, em depoimentos feitos por bailarinas/os gordos brasileiros no YouTube. Complementado com pesquisa bibliográfica sobre as questões do corpo, beleza feminina e história da dança e Ballet, poderei, assim, questionar e compreender o papel central e o significado simbólico do corpo no ballet clássico e como o corpo gordo se insere neste contexto.
Autores principais:Lepore, Bianca Gomes
Assunto:Ballet Fatstudies Estética -- Aesthetics Gordofobia Fatphobia
Ano:2023
País:Portugal
Tipo de documento:dissertação de mestrado
Tipo de acesso:acesso aberto
Instituição associada:ISCTE
Idioma:português
Origem:Repositório ISCTE
Descrição
Resumo:Atualmente é possível identificar uma certa imposição do Ballet Clássico para a manutenção de um corpo magro, mesmo que, de maneira velada e/ou indireta, o que impossibilita o destaque de bailarinas/os gordos neste universo. Esta exigência está, provavelmente, relacionada tanto com o contexto histórico de surgimento da modalidade e também com o contexto sociocultural de concepção de beleza e saúde. Isto é especialmente relevante quando relacionado com o corpo das mulheres, que cruza com as discussões da chamada gordofobia e os fat studies. Todos estes conceitos concorrem para a identidade da/o bailarina/o na atualidade. Produz-se, assim, uma dualidade entre a bailarina/o ideal e as pessoas que não se enquadram neste padrão esperado por serem gordas, mas se identificam como tal por trabalharem com a modalidade e/ou a praticarem por anos. Nesta dissertação debaterei a imagem ideal do corpo da bailarina no imaginário de professores, bailarinos e pessoas fora da dança, com base num trabalho de investigação qualitativa, baseado em entrevistas semi estruturadas, e, também, em depoimentos feitos por bailarinas/os gordos brasileiros no YouTube. Complementado com pesquisa bibliográfica sobre as questões do corpo, beleza feminina e história da dança e Ballet, poderei, assim, questionar e compreender o papel central e o significado simbólico do corpo no ballet clássico e como o corpo gordo se insere neste contexto.