Publicação
Ser e paisagem: uma investigação ontológica numa comunidade rural japonesa
| Resumo: | A paisagem e os lugares que habitamos desempenham um papel indispensável na consciência e relações humanas, sendo muito mais do que simples substrato físico à mercê da razão humana. A sociedade japonesa oferece-nos uma cultura de paisagem bastante rica na qual se podem procurar novas formas de pensar a relação entre ser humano e paisagem. Termos como furusato, genfūkei, ou satoyama contêm uma forte carga simbólica e emocional e revelam, heuristicamente, a importância da paisagem rural no Japão. Usando este facto como móbil da investigação, procurar-se-á pensar a paisagem num diálogo intercultural com uma comunidade rural japonesa, onde os temas são a paisagem, o ser humano enquanto habitante de paisagem e a relação contínua e recíproca entre estes. Enquanto enquadramento teórico (i) será evitado um posicionamento dualista e representativo que trate a paisagem como objecto independente; (ii) levar-se-á a cabo um trabalho de compreensão moral da vida de quem habita a referida comunidade e do modo como a paisagem se manifesta no seu quotidiano, evitando o recurso a explicações simbólicas, históricas/políticas. Para este efeito, irá ser apresentada a ‘teoria da não-representação’ como inspiração para o nosso envolvimento com os grupos, sociedades ou indivíduos que estudamos. Posteriormente, o conceito de 'espaço' irá ser reavaliado através da filosofia ocidental e japonesa. Reavaliar o espaço enquanto "possibilidade de relação" permitirá suportar a principal tese desde trabalho e de toda a sua componente etnográfica: para pensar a paisagem é necessário, primeiro, olhar para o ser humano e para os seus afazeres. |
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| Autores principais: | Alexandre, Ricardo Filipe dos Santos |
| Assunto: | Antropologia rural Espaço Paisagem Japão Rural Japan Anthropology of Landscape Being Non-representation Space Ethics Ontologia Ética |
| Ano: | 2016 |
| País: | Portugal |
| Tipo de documento: | dissertação de mestrado |
| Tipo de acesso: | acesso aberto |
| Instituição associada: | ISCTE |
| Idioma: | português |
| Origem: | Repositório ISCTE |
| Resumo: | A paisagem e os lugares que habitamos desempenham um papel indispensável na consciência e relações humanas, sendo muito mais do que simples substrato físico à mercê da razão humana. A sociedade japonesa oferece-nos uma cultura de paisagem bastante rica na qual se podem procurar novas formas de pensar a relação entre ser humano e paisagem. Termos como furusato, genfūkei, ou satoyama contêm uma forte carga simbólica e emocional e revelam, heuristicamente, a importância da paisagem rural no Japão. Usando este facto como móbil da investigação, procurar-se-á pensar a paisagem num diálogo intercultural com uma comunidade rural japonesa, onde os temas são a paisagem, o ser humano enquanto habitante de paisagem e a relação contínua e recíproca entre estes. Enquanto enquadramento teórico (i) será evitado um posicionamento dualista e representativo que trate a paisagem como objecto independente; (ii) levar-se-á a cabo um trabalho de compreensão moral da vida de quem habita a referida comunidade e do modo como a paisagem se manifesta no seu quotidiano, evitando o recurso a explicações simbólicas, históricas/políticas. Para este efeito, irá ser apresentada a ‘teoria da não-representação’ como inspiração para o nosso envolvimento com os grupos, sociedades ou indivíduos que estudamos. Posteriormente, o conceito de 'espaço' irá ser reavaliado através da filosofia ocidental e japonesa. Reavaliar o espaço enquanto "possibilidade de relação" permitirá suportar a principal tese desde trabalho e de toda a sua componente etnográfica: para pensar a paisagem é necessário, primeiro, olhar para o ser humano e para os seus afazeres. |
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