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(In)visível para quem?: um olhar sobre o estigma internalizado, auto-estima e qualidade de vida em pessoas com doença mental
| Resumo: | Estudos sugerem que muitas pessoas que internalizam o estigma da doença mental experienciam auto-estima diminuída e deterioração da sua qualidade de vida. Porém, a relação entre estigma internalizado e auto-estima e domínios que compõem a qualidade de vida mantém-se por investigar apesar de inúmeras pistas na literatura apontarem para a sua potencial importância. Na presente investigação, baseada numa amostra psiquiátrica de 403 adultos (231 homens e 172 mulheres), entre 19 e 79 anos (M = 43.97, DP = 12.96) acompanhados em contextos hospitalares e comunitários, o Estudo 1 indicou que as medidas de avaliação ISMI, RSES e WHOQOL-Bref mostraram-se adequadas para aplicação em diversos diagnósticos clínicos e diferentes contextos de tratamento. O Estudo 2 testou um modelo que evidenciou o papel mediador da auto-estima na relação entre estigma internalizado e domínios da qualidade de vida (psicológico, ambiente, nível de independência, físico e relações sociais). O Estudo 3 analisou a associação entre diagnósticos clínicos e contextos de tratamento e níveis de estigma internalizado, auto-estima e satisfação com as relações sociais em pessoas com esquizofrenia e perturbações do humor; identificou quatro perfis clínicos distintos destacando que, a internalização do estigma e insatisfação com as relações sociais e indicadores sociodemográficos associados constituem um factor de risco agravado para o isolamento social na esquizofrenia. Globalmente, estes resultados sugerem a necessidade de intervenções que reforcem a auto-estima e melhorem a qualidade de vida daqueles que internalizam o estigma da doença mental. Tal deverá constituir foco de atenção na investigação e prática clínica, assumindo-se como um aspecto particularmente relevante no actual cenário de desinstitucionalização, em Portugal. |
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| Autores principais: | Oliveira, Sandra Elisabete Henriques de |
| Assunto: | Doença mental -- Mental illness Auto-estima -- Self esteem Estigma Qualidade de vida -- Quality of life Estudo empírico Internalized stigma Self-esteem Clinical diagnosis |
| Ano: | 2016 |
| País: | Portugal |
| Tipo de documento: | tese de doutoramento |
| Tipo de acesso: | acesso aberto |
| Instituição associada: | ISCTE |
| Idioma: | português |
| Origem: | Repositório ISCTE |
| Resumo: | Estudos sugerem que muitas pessoas que internalizam o estigma da doença mental experienciam auto-estima diminuída e deterioração da sua qualidade de vida. Porém, a relação entre estigma internalizado e auto-estima e domínios que compõem a qualidade de vida mantém-se por investigar apesar de inúmeras pistas na literatura apontarem para a sua potencial importância. Na presente investigação, baseada numa amostra psiquiátrica de 403 adultos (231 homens e 172 mulheres), entre 19 e 79 anos (M = 43.97, DP = 12.96) acompanhados em contextos hospitalares e comunitários, o Estudo 1 indicou que as medidas de avaliação ISMI, RSES e WHOQOL-Bref mostraram-se adequadas para aplicação em diversos diagnósticos clínicos e diferentes contextos de tratamento. O Estudo 2 testou um modelo que evidenciou o papel mediador da auto-estima na relação entre estigma internalizado e domínios da qualidade de vida (psicológico, ambiente, nível de independência, físico e relações sociais). O Estudo 3 analisou a associação entre diagnósticos clínicos e contextos de tratamento e níveis de estigma internalizado, auto-estima e satisfação com as relações sociais em pessoas com esquizofrenia e perturbações do humor; identificou quatro perfis clínicos distintos destacando que, a internalização do estigma e insatisfação com as relações sociais e indicadores sociodemográficos associados constituem um factor de risco agravado para o isolamento social na esquizofrenia. Globalmente, estes resultados sugerem a necessidade de intervenções que reforcem a auto-estima e melhorem a qualidade de vida daqueles que internalizam o estigma da doença mental. Tal deverá constituir foco de atenção na investigação e prática clínica, assumindo-se como um aspecto particularmente relevante no actual cenário de desinstitucionalização, em Portugal. |
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