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O papel da automação e das cooperativas para uma redistribuição solidária de tempo livre

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Detalhes bibliográficos
Resumo:A investigação aqui exposta procura compreender como é que as tecnologias de automação podem ter um papel alternativo, além de incrementar os resultados de processos produtivos em vários aspetos. Explora-se a possibilidade de poder servir uma reorganização dos tempos livres mais solidária, libertando mais tempo para os trabalhadores, em detrimento de uma utilização economicista, dominada por objetivos de aumento de produção e excedente. Para tal é convocada a figura do cooperativismo, em diálogo com as matrizes da Economia Social e da Economia Solidária, como potenciais contextos de concretização. No processo procura-se perceber que valores e fatores se apresentam com influência relevante, partindo de um quadro teórico estruturado pelos conceitos de trabalho, solidariedade, economia social, economia solidária, cooperativismo e automação. No corpo empírico confrontam-se um conjunto de elementos candidatos, com as perspetivas de observadores privilegiados das esferas do trabalho, cooperativismo e automação. E com a realidade da Alter-Conso, uma cooperativa francesa de produção e distribuição de produtos agropecuários, analisada em estudo de caso. Do exercício global extrai-se que as cooperativas podem ser promotoras mais ativas no uso solidário da automação para libertação e redistribuição de tempo livre. Mas para tal, o enquadramento da economia solidária parece ser mais favorável, pelo papel de alternativa e resistência, práticas e valores que propõe e promove. Nota-se também a relevância da influência de uma predisposição coletiva dinâmica, focada na redução da penosidade do trabalho, na Alter-Conso.
Autores principais:Nóbrega, João Paulo Caldeira
Assunto:Tempos livres -- Free times Trabalho Automatização -- Automation Cooperativismo -- Cooperativism Solidariedade Produtividade -- Productivity Work Solidarity
Ano:2022
País:Portugal
Tipo de documento:dissertação de mestrado
Tipo de acesso:acesso aberto
Instituição associada:ISCTE
Idioma:português
Origem:Repositório ISCTE
Descrição
Resumo:A investigação aqui exposta procura compreender como é que as tecnologias de automação podem ter um papel alternativo, além de incrementar os resultados de processos produtivos em vários aspetos. Explora-se a possibilidade de poder servir uma reorganização dos tempos livres mais solidária, libertando mais tempo para os trabalhadores, em detrimento de uma utilização economicista, dominada por objetivos de aumento de produção e excedente. Para tal é convocada a figura do cooperativismo, em diálogo com as matrizes da Economia Social e da Economia Solidária, como potenciais contextos de concretização. No processo procura-se perceber que valores e fatores se apresentam com influência relevante, partindo de um quadro teórico estruturado pelos conceitos de trabalho, solidariedade, economia social, economia solidária, cooperativismo e automação. No corpo empírico confrontam-se um conjunto de elementos candidatos, com as perspetivas de observadores privilegiados das esferas do trabalho, cooperativismo e automação. E com a realidade da Alter-Conso, uma cooperativa francesa de produção e distribuição de produtos agropecuários, analisada em estudo de caso. Do exercício global extrai-se que as cooperativas podem ser promotoras mais ativas no uso solidário da automação para libertação e redistribuição de tempo livre. Mas para tal, o enquadramento da economia solidária parece ser mais favorável, pelo papel de alternativa e resistência, práticas e valores que propõe e promove. Nota-se também a relevância da influência de uma predisposição coletiva dinâmica, focada na redução da penosidade do trabalho, na Alter-Conso.