Publicação
Património, memória e criatividade: A Trafaria e a fábrica de conservas de peixe Narciso
| Resumo: | Neste ensaio teórico, procura-se contextualizar o património edificado no presente. Para tal, recorre-se à análise de obras literário, e apoia-se na crítica observacional para fundamentar a intervenção numa ruína (caso prático), tentando clarificar uma precisão classificativa que, ainda hoje, teima em ser conflitual. Privilegiando a perspetiva rossiana, aborda-se o monumento, enquanto elemento fundador indiscutível da cidade, cujo valor patrimonial não deixa de ser histórico, temporalmente estético e suscetível à apreciação subjetiva e memorial do sujeito. Contribuindo para a evolução da cidade, o seu locus, entende-se que o monumento transporta uma memória coletiva que reforça a sua individualidade enquanto facto urbano. Associada à sua identidade, a componente técnica e arquitetónica do monumento fortalece o vínculo público, fixa uma época e torna-o afetuoso e intemporal. A memória, elemento fundamental de ligação entre os tempos, olha a cidade de outrora, símbolo de referência, atualiza-a e subjuga-a à atualidade, à economia da indústria e ao âmago da especulação imobiliária. Não deixa, contudo, de fazer notar a sua individualidade, depositada na particularidade de cada um dos seus monumentos, todavia ensombrada pelo fetiche patrimonial e pela prática estética. Ao arquiteto, cabe ligar consciente e inconscientemente soma e obra, despoletar sensações várias, cujo valor emocional se encontra nas gavetas da memória de cada observador. A memória individual do monumento nasce, então, do seu caráter físico e, incondicionalmente, da alma, enquanto processo mental e singular do artista. Nesta participação criativa, o arquiteto procura a fuga à efemeridade e, acima de tudo, as fundações para a sua intemporalidade. |
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| Autores principais: | Ribeiro, João Rodrigues |
| Assunto: | Arquitetura -- Architecture Património arquitetónico Memória Ruínas Heritage Memory Ruin Monumentos históricos Trabalho de projeto |
| Ano: | 2019 |
| País: | Portugal |
| Tipo de documento: | dissertação de mestrado |
| Tipo de acesso: | acesso aberto |
| Instituição associada: | ISCTE |
| Idioma: | português |
| Origem: | Repositório ISCTE |
| Resumo: | Neste ensaio teórico, procura-se contextualizar o património edificado no presente. Para tal, recorre-se à análise de obras literário, e apoia-se na crítica observacional para fundamentar a intervenção numa ruína (caso prático), tentando clarificar uma precisão classificativa que, ainda hoje, teima em ser conflitual. Privilegiando a perspetiva rossiana, aborda-se o monumento, enquanto elemento fundador indiscutível da cidade, cujo valor patrimonial não deixa de ser histórico, temporalmente estético e suscetível à apreciação subjetiva e memorial do sujeito. Contribuindo para a evolução da cidade, o seu locus, entende-se que o monumento transporta uma memória coletiva que reforça a sua individualidade enquanto facto urbano. Associada à sua identidade, a componente técnica e arquitetónica do monumento fortalece o vínculo público, fixa uma época e torna-o afetuoso e intemporal. A memória, elemento fundamental de ligação entre os tempos, olha a cidade de outrora, símbolo de referência, atualiza-a e subjuga-a à atualidade, à economia da indústria e ao âmago da especulação imobiliária. Não deixa, contudo, de fazer notar a sua individualidade, depositada na particularidade de cada um dos seus monumentos, todavia ensombrada pelo fetiche patrimonial e pela prática estética. Ao arquiteto, cabe ligar consciente e inconscientemente soma e obra, despoletar sensações várias, cujo valor emocional se encontra nas gavetas da memória de cada observador. A memória individual do monumento nasce, então, do seu caráter físico e, incondicionalmente, da alma, enquanto processo mental e singular do artista. Nesta participação criativa, o arquiteto procura a fuga à efemeridade e, acima de tudo, as fundações para a sua intemporalidade. |
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