Publicação
Vidas reflectidas: Sentidos, mecanismos e efeitos da reflexividade individual
| Resumo: | O foco analítico desta investigação direcciona-se para os mecanismos sociais da reflexividade individual. Pretende-se compreender como pensam as pessoas sobre si mesmas, que sentidos atribuem às suas opções passadas, como interpretam a sua situação presente e que projecções de futuro elaboram, tendo em consideração as suas circunstâncias sociais, os contextos por onde se movem e as relações em que investem. Mais concretamente, a análise centra-se nos processos de formação de competências reflexivas, nas suas modalidades de exercício, bem como nos efeitos que as mesmas podem ter na acção. Para o efeito foi operacionalizado o conceito de reflexividade através da construção de um modelo de processos reflexivos ao nível individual, que combina elementos do realismo crítico com propostas da teoria disposicionalista e da teoria da estruturação, distinguindo as dimensões interna e externa da acção e estruturando-se em torno de diferentes níveis de análise, a que correspondem processos distintos de mediação entre estrutura e agência. A prossecução dos objectivos definidos concretizou-se na aplicação de uma estratégia metodológica qualitativa assente na realização de vinte entrevistas de cariz biográfico, cada uma delas decorrendo em duas sessões distintas, a um conjunto diversificado de pessoas. Com base na análise destes casos foi identificada uma tipologia de perfis reflexivos, composta por cinco categorias, definidas a partir da conjugação variável de processos de formação, exercício e eficácia causal da reflexividade: auto-referencial, pragmático, funcional, resistente e resiliente. Esta diferenciação de perfis reflexivos permitiu perceber a natureza tripartida da reflexividade individual: é uma capacidade partilhada por todas as pessoas enquanto requisito da existência em sociedade, mas também uma competência que pode ser desenvolvida em diferentes contextos ao longo do percurso biográfico, bem como um recurso mobilizável para dar resposta às diferentes circunstâncias que os sujeitos enfrentam quotidianamente e ao longo das suas vidas. |
|---|---|
| Autores principais: | Caetano, Ana |
| Assunto: | Reflexividade Sentido prático Ação Estrutura-agência Biografia -- Biography Reflexivity Practical sense Action Structure-agency |
| Ano: | 2013 |
| País: | Portugal |
| Tipo de documento: | tese de doutoramento |
| Tipo de acesso: | acesso aberto |
| Instituição associada: | ISCTE |
| Idioma: | português |
| Origem: | Repositório ISCTE |
| Resumo: | O foco analítico desta investigação direcciona-se para os mecanismos sociais da reflexividade individual. Pretende-se compreender como pensam as pessoas sobre si mesmas, que sentidos atribuem às suas opções passadas, como interpretam a sua situação presente e que projecções de futuro elaboram, tendo em consideração as suas circunstâncias sociais, os contextos por onde se movem e as relações em que investem. Mais concretamente, a análise centra-se nos processos de formação de competências reflexivas, nas suas modalidades de exercício, bem como nos efeitos que as mesmas podem ter na acção. Para o efeito foi operacionalizado o conceito de reflexividade através da construção de um modelo de processos reflexivos ao nível individual, que combina elementos do realismo crítico com propostas da teoria disposicionalista e da teoria da estruturação, distinguindo as dimensões interna e externa da acção e estruturando-se em torno de diferentes níveis de análise, a que correspondem processos distintos de mediação entre estrutura e agência. A prossecução dos objectivos definidos concretizou-se na aplicação de uma estratégia metodológica qualitativa assente na realização de vinte entrevistas de cariz biográfico, cada uma delas decorrendo em duas sessões distintas, a um conjunto diversificado de pessoas. Com base na análise destes casos foi identificada uma tipologia de perfis reflexivos, composta por cinco categorias, definidas a partir da conjugação variável de processos de formação, exercício e eficácia causal da reflexividade: auto-referencial, pragmático, funcional, resistente e resiliente. Esta diferenciação de perfis reflexivos permitiu perceber a natureza tripartida da reflexividade individual: é uma capacidade partilhada por todas as pessoas enquanto requisito da existência em sociedade, mas também uma competência que pode ser desenvolvida em diferentes contextos ao longo do percurso biográfico, bem como um recurso mobilizável para dar resposta às diferentes circunstâncias que os sujeitos enfrentam quotidianamente e ao longo das suas vidas. |
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