Publicação
Flexibilidade e Reuso
| Resumo: | Nas margens do Rio Zêzere, entre Pedrógão Grande e Pedrógão Pequeno, estende-se uma vasta albufeira, seguida por um singelo curso de rio. Paisagem imposta por uma das maiores obras públicas do Estado Novo, a Barragem do Cabril. A edificação desta barragem alterou de forma irreversível a vida dos habitantes deste território, bem como a sua biodiversidade, deixando para trás as estruturas pré-existentes, que outrora pontuavam estas margens e que, atualmente se tornaram obsoletas. Atualmente, os “Pedrógão(s)” encontram-se divididos por um pesado corpo de água e por políticas que limitam uma cooperação intermunicipal, fazendo salientar as desigualdades crescentes do interior de Portugal. O êxodo rural, a falta de oportunidades de emprego e a escassez de serviços em áreas essenciais, como a educação e a saúde, dificultam a fixação da população neste território. Este ensaio e projeto têm como objetivo refletir sobre o poder do reuso como motor de mudança. Propõe-se estudar as oportunidades presentes no que foi, o primeiro edifício de escritórios da barragem, atualmente em estado de total abandono. A análise da pré-existência, da sua história e ocupações com os diferentes programas que acolheu permitirá, através do reuso, desenvolver novas estratégias de utilização que enriqueçam a comunidade local e se enquadrem na sua cultura. É essencial encarar o património existente como uma oportunidade, em vez de um constrangimento, a fim de melhor responder aos desafios atuais que afetam os serviços e a qualidade de vida nestas regiões do país. |
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| Autores principais: | Ribeiro, Beatriz Rosendo |
| Assunto: | Flexibilidade Reuso Rural Pré-existência Ciclo de vida dos materiais Flexibility Reuse Pre-existence Materials life cycle |
| Ano: | 2024 |
| País: | Portugal |
| Tipo de documento: | dissertação de mestrado |
| Tipo de acesso: | acesso aberto |
| Instituição associada: | ISCTE |
| Idioma: | português |
| Origem: | Repositório ISCTE |
| Resumo: | Nas margens do Rio Zêzere, entre Pedrógão Grande e Pedrógão Pequeno, estende-se uma vasta albufeira, seguida por um singelo curso de rio. Paisagem imposta por uma das maiores obras públicas do Estado Novo, a Barragem do Cabril. A edificação desta barragem alterou de forma irreversível a vida dos habitantes deste território, bem como a sua biodiversidade, deixando para trás as estruturas pré-existentes, que outrora pontuavam estas margens e que, atualmente se tornaram obsoletas. Atualmente, os “Pedrógão(s)” encontram-se divididos por um pesado corpo de água e por políticas que limitam uma cooperação intermunicipal, fazendo salientar as desigualdades crescentes do interior de Portugal. O êxodo rural, a falta de oportunidades de emprego e a escassez de serviços em áreas essenciais, como a educação e a saúde, dificultam a fixação da população neste território. Este ensaio e projeto têm como objetivo refletir sobre o poder do reuso como motor de mudança. Propõe-se estudar as oportunidades presentes no que foi, o primeiro edifício de escritórios da barragem, atualmente em estado de total abandono. A análise da pré-existência, da sua história e ocupações com os diferentes programas que acolheu permitirá, através do reuso, desenvolver novas estratégias de utilização que enriqueçam a comunidade local e se enquadrem na sua cultura. É essencial encarar o património existente como uma oportunidade, em vez de um constrangimento, a fim de melhor responder aos desafios atuais que afetam os serviços e a qualidade de vida nestas regiões do país. |
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