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A pintura como ferramenta de mudança: Impacto dos quadros de Paula Rego na despenalização do aborto em Portugal

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Detalhes bibliográficos
Resumo:A legalização da Interrupção Voluntária da Gravidez (IVG) em Portugal, foi o resultado de quase três décadas de luta feminista, um processo marcado por fortes tensões sociais, políticas e culturais. Durante o regime ditatorial de Salazar (1933-1974), o aborto era estritamente proibido, e o papel da mulher estava preso à maternidade e à vida doméstica. Mesmo após a Revolução dos Cravos de 1974, que trouxe a democracia ao país, a questão do aborto permaneceu controversa. Ocorreram sucessivas tentativas de legalização bloqueadas pela resistência conservadora, culminando no fracasso do primeiro referendo sobre o tema a 1998. O aborto manteve-se assim ilegal até 2007, data do segundo referendo. A arte surge neste contexto como uma aliada na luta das mulheres portuguesas, e durante este processo (1998-2007) teve um impacto profundo na sociedade. A presente dissertação de mestrado pretende estudar a coleção de quadros Untitled: The Abortion Series, da artista portuguesa Paula Rego, e a forma como estes quadros podem ser políticos e ativistas, reconhecendo o seu impacto na luta pela despenalização do aborto em Portugal. Paula Rego surge, no contexto português, como uma artista cuja arte desafiou padrões sexistas e patriarcais, questionou ideias e valores já muito entranhados na sociedade portuguesa e lutou por uma mudança (D'Silva, 2022). Esta coleção insere-se no debate público, tendo sido fundamental para o movimento feministas (Lemos, 2020). Após uma análise de entrevistas foi possível concluir que a arte de Paula Rego teve impacto na despenalização do aborto. A arte atou como uma ferramenta de mudança.
Autores principais:Diniz, Beatriz Paulo
Assunto:Paula Rego Arte política Arte ativista Aborto -- Abortion Political art Activist art
Ano:2024
País:Portugal
Tipo de documento:dissertação de mestrado
Tipo de acesso:acesso aberto
Instituição associada:ISCTE
Idioma:português
Origem:Repositório ISCTE
Descrição
Resumo:A legalização da Interrupção Voluntária da Gravidez (IVG) em Portugal, foi o resultado de quase três décadas de luta feminista, um processo marcado por fortes tensões sociais, políticas e culturais. Durante o regime ditatorial de Salazar (1933-1974), o aborto era estritamente proibido, e o papel da mulher estava preso à maternidade e à vida doméstica. Mesmo após a Revolução dos Cravos de 1974, que trouxe a democracia ao país, a questão do aborto permaneceu controversa. Ocorreram sucessivas tentativas de legalização bloqueadas pela resistência conservadora, culminando no fracasso do primeiro referendo sobre o tema a 1998. O aborto manteve-se assim ilegal até 2007, data do segundo referendo. A arte surge neste contexto como uma aliada na luta das mulheres portuguesas, e durante este processo (1998-2007) teve um impacto profundo na sociedade. A presente dissertação de mestrado pretende estudar a coleção de quadros Untitled: The Abortion Series, da artista portuguesa Paula Rego, e a forma como estes quadros podem ser políticos e ativistas, reconhecendo o seu impacto na luta pela despenalização do aborto em Portugal. Paula Rego surge, no contexto português, como uma artista cuja arte desafiou padrões sexistas e patriarcais, questionou ideias e valores já muito entranhados na sociedade portuguesa e lutou por uma mudança (D'Silva, 2022). Esta coleção insere-se no debate público, tendo sido fundamental para o movimento feministas (Lemos, 2020). Após uma análise de entrevistas foi possível concluir que a arte de Paula Rego teve impacto na despenalização do aborto. A arte atou como uma ferramenta de mudança.