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Marca a minha personalidade: transferência de traços de uma marca para um indivíduo e limitações para a sua ocorrência

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Detalhes bibliográficos
Resumo:Há razoável evidência na literatura para o fato de que os traços de personalidade que são espontaneamente inferidos a partir de um comportamento poderem ser associados ao ator de tal comportamento (inferência espontânea de traço - IET) ou transferidos espontaneamente para um outro alvo incidentalmente presente no contexto (transferência espontânea de traço - TET), mesmo que este seja um objeto inanimado (Brown & Bassili, 2002). Está também estabelecida a possibilidade de transferência, para indivíduos, de traços associados a símbolos incidentalmente presentes no contexto (Carlston & Mae, 2007). Através de uma adaptação do paradigma do falso reconhecimento de Todorov e Uleman (2002), no qual é introduzida uma tarefa explícita de atribuição de traços de personalidade, obtivémos evidência para um processo de transferência semelhante a partir de logos de marcas para indivíduos (Experimento 1). O Experimento 2 explora as condições necessárias para que esse processo ocorra, mostrando que essa transferência só é passível de ocorrer quando o traço da marca não é incongruente com o traço implicado pelo comportamento simultaneamente exibido pelo indivíduo alvo de transferência. Tais resultados são discutidos em termos dos limites para a ocorrência de TET, bem como relavitamente às suas implicações práticas para o Marketing e para o Comportamento do Consumidor.
Autores principais:Clérigo, Tiago Martins
Assunto:Impression formation Spontaneous trait transference Brand personality Psicologia social
Ano:2013
País:Portugal
Tipo de documento:dissertação de mestrado
Tipo de acesso:acesso aberto
Instituição associada:ISCTE
Idioma:português
Origem:Repositório ISCTE
Descrição
Resumo:Há razoável evidência na literatura para o fato de que os traços de personalidade que são espontaneamente inferidos a partir de um comportamento poderem ser associados ao ator de tal comportamento (inferência espontânea de traço - IET) ou transferidos espontaneamente para um outro alvo incidentalmente presente no contexto (transferência espontânea de traço - TET), mesmo que este seja um objeto inanimado (Brown & Bassili, 2002). Está também estabelecida a possibilidade de transferência, para indivíduos, de traços associados a símbolos incidentalmente presentes no contexto (Carlston & Mae, 2007). Através de uma adaptação do paradigma do falso reconhecimento de Todorov e Uleman (2002), no qual é introduzida uma tarefa explícita de atribuição de traços de personalidade, obtivémos evidência para um processo de transferência semelhante a partir de logos de marcas para indivíduos (Experimento 1). O Experimento 2 explora as condições necessárias para que esse processo ocorra, mostrando que essa transferência só é passível de ocorrer quando o traço da marca não é incongruente com o traço implicado pelo comportamento simultaneamente exibido pelo indivíduo alvo de transferência. Tais resultados são discutidos em termos dos limites para a ocorrência de TET, bem como relavitamente às suas implicações práticas para o Marketing e para o Comportamento do Consumidor.