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Ativismos antiausteridade: protestos nacionais em transformação?

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Detalhes bibliográficos
Resumo:Os anos de 2011 a 2013 foram marcados por elevados níveis de contestação social e política contra as medidas de austeridade acordadas entre o Governo português e a Troika (BCE, CE e FMI) que deram origem às maiores manifestações de rua ocorridas nas últimas décadas. Surgiram novos grupos de ativistas e novas formas de estruturação da ação coletiva. Internacionalmente, este período coincide com o despontar da Primavera Árabe, do 15M e do "Occupy Wall Street", mobilizações onde os social media desempenharam um papel fundamental na construção e disseminação do contencioso político. A este nível, o ciclo de protestos vivido em Portugal acompanha algumas das tendências internacionais, fator que evidencia uma rutura com os modos de organização da ação coletiva dos atores políticos 'tradicionais', que historicamente se situam mais próximos deste tipo de contestação. Contudo, verifica-se também alguma permanência nos vínculos e ligações às redes de ativistas de momentos de protesto anteriores, assim como no suporte que lhes foi conferido pelos partidos políticos de esquerda e as organizações sindicais. São estas as continuidades e descontinuidades que nos propomos analisar ao longo desta pesquisa.
Autores principais:Nunes, Cristina Isabel de Oliveira
Assunto:Sociologia política Crise económica Movimentos sociais Protesto popular Participação cívica Rede social Identidade coletiva Activists Anti-austerity Collective action Cycle of protests Protest groups Social media Social movements
Ano:2018
País:Portugal
Tipo de documento:tese de doutoramento
Tipo de acesso:acesso aberto
Instituição associada:ISCTE
Idioma:português
Origem:Repositório ISCTE
Descrição
Resumo:Os anos de 2011 a 2013 foram marcados por elevados níveis de contestação social e política contra as medidas de austeridade acordadas entre o Governo português e a Troika (BCE, CE e FMI) que deram origem às maiores manifestações de rua ocorridas nas últimas décadas. Surgiram novos grupos de ativistas e novas formas de estruturação da ação coletiva. Internacionalmente, este período coincide com o despontar da Primavera Árabe, do 15M e do "Occupy Wall Street", mobilizações onde os social media desempenharam um papel fundamental na construção e disseminação do contencioso político. A este nível, o ciclo de protestos vivido em Portugal acompanha algumas das tendências internacionais, fator que evidencia uma rutura com os modos de organização da ação coletiva dos atores políticos 'tradicionais', que historicamente se situam mais próximos deste tipo de contestação. Contudo, verifica-se também alguma permanência nos vínculos e ligações às redes de ativistas de momentos de protesto anteriores, assim como no suporte que lhes foi conferido pelos partidos políticos de esquerda e as organizações sindicais. São estas as continuidades e descontinuidades que nos propomos analisar ao longo desta pesquisa.