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A reconfiguração dos centros de saúde

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Resumo:Com a elaboração da presente tese de investigação pretendeu-se caracterizar, por comparação, o funcionamento dos Centros de Saúde entendidos em termos clássicos, com as denominadas Unidades de Saúde Familiar e estas entre si, avaliando diferenças de desempenho e procurando aferir o sentido da evolução da prestação de cuidados de saúde primários face às alterações legais iniciadas em 2005 e ainda em curso, com evidentes reflexos na actualidade. Com essa finalidade e de forma necessariamente breve, retrocedemos no tempo (1999) para analisar as sucessivas formas de organização dos Cuidados de Saúde Primários até ao presente e elegemos três Centros de Saúde e três Unidades de Saúde Familiar criadas no âmbito daqueles. Após recolha de diversos elementos de informação, procuramos analisar se os resultados obtidos seriam de molde a identificar melhorias ao nível da acessibilidade na prestação de cuidados, na produtividade e na qualidade do serviço. Neste contexto concluímos, em termos globais, que a implementação das USF parece ter provocado alguma desorientação na organização da actividade dos Centros de Saúde analisados, facto que determinou a necessidade de solicitar um esforço acrescido aos profissionais que neles permaneceram para assegurar os mesmos serviços. Não obstante, as USF da zona Norte de Portugal servem um maior número de inscritos com médico de família do que as actuais extensões de saúde, com um maior número de inscritos por médico. Consequentemente, são realizadas mais consultas por médico, mas também, mais consultas por utente. Por outro lado, as USF prescrevem mais medicamentos por consulta, mas com custos de prescrição mais baixos, ou seja, prescrevem-se nas USF medicamentos mais baratos e menos comparticipados pelo SNS. Relativamente aos Centros de Saúde concretamente analisados, nem sempre as conclusões retiradas confirmaram a tendência geral, embora se tenha verificado um aumento global do número total de consultas e um aumento do número de utentes com médico de família.
Autores principais:Pereira, Olga Maria Esteves de Araújo
Assunto:Saúde Cuidados de saúde primários Unidade de saúde familiar Health Primary health care Family health care units
Ano:2008
País:Portugal
Tipo de documento:dissertação de mestrado
Tipo de acesso:acesso restrito
Instituição associada:ISCTE
Idioma:português
Origem:Repositório ISCTE
Descrição
Resumo:Com a elaboração da presente tese de investigação pretendeu-se caracterizar, por comparação, o funcionamento dos Centros de Saúde entendidos em termos clássicos, com as denominadas Unidades de Saúde Familiar e estas entre si, avaliando diferenças de desempenho e procurando aferir o sentido da evolução da prestação de cuidados de saúde primários face às alterações legais iniciadas em 2005 e ainda em curso, com evidentes reflexos na actualidade. Com essa finalidade e de forma necessariamente breve, retrocedemos no tempo (1999) para analisar as sucessivas formas de organização dos Cuidados de Saúde Primários até ao presente e elegemos três Centros de Saúde e três Unidades de Saúde Familiar criadas no âmbito daqueles. Após recolha de diversos elementos de informação, procuramos analisar se os resultados obtidos seriam de molde a identificar melhorias ao nível da acessibilidade na prestação de cuidados, na produtividade e na qualidade do serviço. Neste contexto concluímos, em termos globais, que a implementação das USF parece ter provocado alguma desorientação na organização da actividade dos Centros de Saúde analisados, facto que determinou a necessidade de solicitar um esforço acrescido aos profissionais que neles permaneceram para assegurar os mesmos serviços. Não obstante, as USF da zona Norte de Portugal servem um maior número de inscritos com médico de família do que as actuais extensões de saúde, com um maior número de inscritos por médico. Consequentemente, são realizadas mais consultas por médico, mas também, mais consultas por utente. Por outro lado, as USF prescrevem mais medicamentos por consulta, mas com custos de prescrição mais baixos, ou seja, prescrevem-se nas USF medicamentos mais baratos e menos comparticipados pelo SNS. Relativamente aos Centros de Saúde concretamente analisados, nem sempre as conclusões retiradas confirmaram a tendência geral, embora se tenha verificado um aumento global do número total de consultas e um aumento do número de utentes com médico de família.