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A colaboração entre os serviços de intervenção precoce na infância e os serviços de proteção e proteção de crianças e jovens em risco

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Detalhes bibliográficos
Resumo:No presente estudo, de caráter qualitativo, pretendeu-se compreender a perspetiva dos profissionais sobre os processos colaborativos entre o Sistema Nacional de Intervenção Precoce na Infância (SNIPI) e o Sistema de Promoção e Proteção de Crianças e Jovens em Risco (SPPCJR). Participaram neste estudo 19 profissionais de Equipas Locais de Intervenção Precoce da Subcomissão Regional de Lisboa e Vale do Tejo do SNIPI. Os resultados obtidos, através de uma análise de conteúdo, revelam que, na generalidade, a colaboração é descrita como a articulação e cooperação entre profissionais e serviços, com vista à potencialização da intervenção junto da criança e da sua família. Os profissionais consideram que a principal vantagem de uma relação colaborativa é a promoção da eficácia da intervenção junto da criança e da família. No entanto, o estado atual da colaboração é percecionado maioritariamente de forma negativa pelos profissionais, devido a uma comunicação insuficiente e pontual. Os dados obtidos revelam que os contatos estabelecidos são maioritariamente não presenciais e que o processo de intervenção decorre isoladamente. Por fim, os profissionais identificam como maior barreira à colaboração a escassez de tempo e de recursos, considerando os contatos e as relações entre os profissionais como o principal facilitador. O presente estudo tem um conjunto diversificado de implicações para a definição de práticas e políticas que visam a colaboração entre os serviços em análise.
Autores principais:Albuquerque, Joana Rita Caldeira
Assunto:Psicologia organizacional Relações profissionais Relações intergrupais Cooperação institucional Proteção da infância Criança Jovem Família Collaboration Interorganizational relations Early intervention in childhood
Ano:2017
País:Portugal
Tipo de documento:dissertação de mestrado
Tipo de acesso:acesso aberto
Instituição associada:ISCTE
Idioma:português
Origem:Repositório ISCTE
Descrição
Resumo:No presente estudo, de caráter qualitativo, pretendeu-se compreender a perspetiva dos profissionais sobre os processos colaborativos entre o Sistema Nacional de Intervenção Precoce na Infância (SNIPI) e o Sistema de Promoção e Proteção de Crianças e Jovens em Risco (SPPCJR). Participaram neste estudo 19 profissionais de Equipas Locais de Intervenção Precoce da Subcomissão Regional de Lisboa e Vale do Tejo do SNIPI. Os resultados obtidos, através de uma análise de conteúdo, revelam que, na generalidade, a colaboração é descrita como a articulação e cooperação entre profissionais e serviços, com vista à potencialização da intervenção junto da criança e da sua família. Os profissionais consideram que a principal vantagem de uma relação colaborativa é a promoção da eficácia da intervenção junto da criança e da família. No entanto, o estado atual da colaboração é percecionado maioritariamente de forma negativa pelos profissionais, devido a uma comunicação insuficiente e pontual. Os dados obtidos revelam que os contatos estabelecidos são maioritariamente não presenciais e que o processo de intervenção decorre isoladamente. Por fim, os profissionais identificam como maior barreira à colaboração a escassez de tempo e de recursos, considerando os contatos e as relações entre os profissionais como o principal facilitador. O presente estudo tem um conjunto diversificado de implicações para a definição de práticas e políticas que visam a colaboração entre os serviços em análise.