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Despedir não é apenas mais um ato de gestão: Análise dos efeitos dos despedimentos nos indivíduos, na reputação e o papel mediador das emoções

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Detalhes bibliográficos
Resumo:A presente investigação examina o processo de despedimento e a sua implicação para os agentes organizacionais. A perda de um emprego acarreta consequências para os visados e para aqueles que assistem de perto a este processo e que permanecem nas organizações. Vários estudos apontaram as consequências dos despedimentos para os visados e para os sobreviventes, individualmente. Contudo, poucos confrontaram estas duas perspetivas e o contexto português permanece insuficientemente conhecido. O objetivo deste estudo é preencher estas lacunas, percebendo o impacto das práticas de despedimento no bem-estar, na satisfação e no compromisso dos sobreviventes e visados de uma organização, bem como a sua associação com a reputação organizacional. Para dar resposta a estas perguntas, o estudo envolveu duas fases. Inicialmente, foram realizadas entrevistas semi-diretivas a sindicatos e desempregados. A sua análise, em conjunto com a revisão da literatura, permitiu a construção de dois inquéritos que foram aplicados a sobreviventes e visados de um processo de despedimento. Com base numa amostra de 143 indivíduos (vítimas e sobreviventes), os resultados revelam que as más práticas de despedimento aumentam as emoções negativas dos sobreviventes e estas, juntamente com a injustiça, têm efeitos negativos na reputação da organização. A reputação é positivamente influenciada, bem como o compromisso, no que se refere aos visados, pelas boas práticas de despedimento e pelas políticas de desenvolvimento e formação. Estes resultados alertam para a necessidade de revisão das políticas de desvinculação, pois principalmente a reputação é negativamente influenciada pelas más práticas de despedimento em ambos os agentes organizacionais.
Autores principais:Torrão, Paula Alexandra Domingos
Assunto:Capital humano -- Human capital Gestão do trabalho Contrato de trabalho -- Employment agreement Decisões de empregabilidade Labor management Firm employment decisions
Ano:2014
País:Portugal
Tipo de documento:dissertação de mestrado
Tipo de acesso:acesso aberto
Instituição associada:ISCTE
Idioma:português
Origem:Repositório ISCTE
Descrição
Resumo:A presente investigação examina o processo de despedimento e a sua implicação para os agentes organizacionais. A perda de um emprego acarreta consequências para os visados e para aqueles que assistem de perto a este processo e que permanecem nas organizações. Vários estudos apontaram as consequências dos despedimentos para os visados e para os sobreviventes, individualmente. Contudo, poucos confrontaram estas duas perspetivas e o contexto português permanece insuficientemente conhecido. O objetivo deste estudo é preencher estas lacunas, percebendo o impacto das práticas de despedimento no bem-estar, na satisfação e no compromisso dos sobreviventes e visados de uma organização, bem como a sua associação com a reputação organizacional. Para dar resposta a estas perguntas, o estudo envolveu duas fases. Inicialmente, foram realizadas entrevistas semi-diretivas a sindicatos e desempregados. A sua análise, em conjunto com a revisão da literatura, permitiu a construção de dois inquéritos que foram aplicados a sobreviventes e visados de um processo de despedimento. Com base numa amostra de 143 indivíduos (vítimas e sobreviventes), os resultados revelam que as más práticas de despedimento aumentam as emoções negativas dos sobreviventes e estas, juntamente com a injustiça, têm efeitos negativos na reputação da organização. A reputação é positivamente influenciada, bem como o compromisso, no que se refere aos visados, pelas boas práticas de despedimento e pelas políticas de desenvolvimento e formação. Estes resultados alertam para a necessidade de revisão das políticas de desvinculação, pois principalmente a reputação é negativamente influenciada pelas más práticas de despedimento em ambos os agentes organizacionais.