Publicação
Relativismo linguístico revisitado: como categorias numéricas podem influenciar a representação do mundo
| Resumo: | Esta dissertação de mestrado examina o relativismo linguístico - uma teoria que defende que a estrutura e o léxico de uma língua influenciam como o falante percebe e conceptualiza o mundo. Existem duas versões desta teoria: a versão forte e a versão fraca. A versão forte, também chamada de determinismo linguístico, foi primeiramente proposta por Benjamin Lee Whorf. A versão fraca é baseada sobre o trabalho de Whorf, mas tem vindo a ser retrabalhada por inúmeros pesquisadores. A versão fraca defende que a língua influencia o pensamento, ou seja, os hábitos da fala podem eventualmente estabelecer hábitos na mente com consequências para a cognição. A versão forte argumenta que em vez de a língua influenciar os conceitos, ela própria é responsável pela criação dos mesmos, desta forma, até que a língua tenha uma palavra para um conceito, ele não existe para os falantes. Não há evidência empírica ou explanação filosófica que suporta a versão forte e por isso esta é refutada. Este trabalho divide o desenvolvimento do relativismo linguístico em três capítulos: A origem da hipótese e a contribuição de Whorf; pós- Whorf; e por último, apresento uma explicação de como e porquê algumas áreas da cognição são suscetíveis às influências das línguas, como é o caso das categorias numéricas, cujo desenvolvimento e/ou aprendizagem trazem impactos permanentes na cognição facilitando aspetos como a memória, enumeração de objetos e outras formas possíveis de manipulação numérica |
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| Autores principais: | Marques, Veruska Paioli do Nascimento |
| Assunto: | Relativismo linguístico Determinismo linguístico Benjamin Lee Whorf, Linguagem Pensamento Cognição numérica Linguistic relativity Linguistic determinism Language Thought Numerical cognition |
| Ano: | 2014 |
| País: | Portugal |
| Tipo de documento: | dissertação de mestrado |
| Tipo de acesso: | acesso aberto |
| Instituição associada: | ISCTE |
| Idioma: | português |
| Origem: | Repositório ISCTE |
| Resumo: | Esta dissertação de mestrado examina o relativismo linguístico - uma teoria que defende que a estrutura e o léxico de uma língua influenciam como o falante percebe e conceptualiza o mundo. Existem duas versões desta teoria: a versão forte e a versão fraca. A versão forte, também chamada de determinismo linguístico, foi primeiramente proposta por Benjamin Lee Whorf. A versão fraca é baseada sobre o trabalho de Whorf, mas tem vindo a ser retrabalhada por inúmeros pesquisadores. A versão fraca defende que a língua influencia o pensamento, ou seja, os hábitos da fala podem eventualmente estabelecer hábitos na mente com consequências para a cognição. A versão forte argumenta que em vez de a língua influenciar os conceitos, ela própria é responsável pela criação dos mesmos, desta forma, até que a língua tenha uma palavra para um conceito, ele não existe para os falantes. Não há evidência empírica ou explanação filosófica que suporta a versão forte e por isso esta é refutada. Este trabalho divide o desenvolvimento do relativismo linguístico em três capítulos: A origem da hipótese e a contribuição de Whorf; pós- Whorf; e por último, apresento uma explicação de como e porquê algumas áreas da cognição são suscetíveis às influências das línguas, como é o caso das categorias numéricas, cujo desenvolvimento e/ou aprendizagem trazem impactos permanentes na cognição facilitando aspetos como a memória, enumeração de objetos e outras formas possíveis de manipulação numérica |
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