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Perceção de autoeficácia e comportamento tabágico: efeito direto e efeito indireto através da variável mediadora Intenção de fumar

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Detalhes bibliográficos
Resumo:O consumo de tabaco representa um verdadeiro desafio de saúde pública a nível mundial. É considerado o principal fator de risco evitável para as doenças não-transmissíveis e para a morte prematura. A grande maioria dos fumadores inicia o consumo de tabaco durante a adolescência ou quando são jovens adultos, o que justifica que a prevenção do tabagismo seja dirigida em especial para este grupo-alvo. O Modelo do Comportamento Planeado (Ajzen, 1985, 1991) constitui uma ferramenta reconhecida para explicar o comportamento tabágico e para orientar programas preventivos. Tendo em conta a importância de atuar preventivamente em adolescentes, e com base no Modelo do Comportamento Planeado (Ajzen, 1985, 1991), o objetivo deste estudo foi analisar o efeito direto entre a perceção de autoeficácia para não fumar e o comportamento tabágico, e também o efeito indireto entre estas variáveis através da influência da intenção de fumar como variável mediadora. A amostra foi constituída por 3961 alunos residentes em Portugal, que frequentavam entre o 7º ano e o 12º ano de escolaridade, pertencentes a 31 escolas de Portugal Continental. Esta amostra é representativa da população de estudantes do 7º ano ao 12º ano de Portugal Continental. A recolha de dados foi feita através de um questionário aplicado em sala de aula, que permitiu avaliar a perceção de autoeficácia para não fumar, a intenção de fumar e o comportamento tabágico dos alunos. Os resultados sugerem que a perceção de autoeficácia para não fumar tem um efeito direto, negativo e significativo no comportamento tabágico dos alunos. Sugerem também um efeito indireto, negativo e significativo entre a perceção de autoeficácia para não fumar e o comportamento tabágico através da variável mediadora intenção de fumar. Assim, podemos concluir que estas variáveis devem ser incluídas nos programas preventivos dirigidos aos jovens que frequentam o 3º ciclo e o secundário.
Autores principais:Guerreiro, Lena Pauline Costa
Assunto:Tabagismo Iniciação tabágica Adolescentes Prevenção do tabagismo Análise quantitativa -- Quantitative analysis Smoking Smoking initiation Adolescents Smoking prevention Quantitative analysis
Ano:2021
País:Portugal
Tipo de documento:dissertação de mestrado
Tipo de acesso:acesso aberto
Instituição associada:ISCTE
Idioma:português
Origem:Repositório ISCTE
Descrição
Resumo:O consumo de tabaco representa um verdadeiro desafio de saúde pública a nível mundial. É considerado o principal fator de risco evitável para as doenças não-transmissíveis e para a morte prematura. A grande maioria dos fumadores inicia o consumo de tabaco durante a adolescência ou quando são jovens adultos, o que justifica que a prevenção do tabagismo seja dirigida em especial para este grupo-alvo. O Modelo do Comportamento Planeado (Ajzen, 1985, 1991) constitui uma ferramenta reconhecida para explicar o comportamento tabágico e para orientar programas preventivos. Tendo em conta a importância de atuar preventivamente em adolescentes, e com base no Modelo do Comportamento Planeado (Ajzen, 1985, 1991), o objetivo deste estudo foi analisar o efeito direto entre a perceção de autoeficácia para não fumar e o comportamento tabágico, e também o efeito indireto entre estas variáveis através da influência da intenção de fumar como variável mediadora. A amostra foi constituída por 3961 alunos residentes em Portugal, que frequentavam entre o 7º ano e o 12º ano de escolaridade, pertencentes a 31 escolas de Portugal Continental. Esta amostra é representativa da população de estudantes do 7º ano ao 12º ano de Portugal Continental. A recolha de dados foi feita através de um questionário aplicado em sala de aula, que permitiu avaliar a perceção de autoeficácia para não fumar, a intenção de fumar e o comportamento tabágico dos alunos. Os resultados sugerem que a perceção de autoeficácia para não fumar tem um efeito direto, negativo e significativo no comportamento tabágico dos alunos. Sugerem também um efeito indireto, negativo e significativo entre a perceção de autoeficácia para não fumar e o comportamento tabágico através da variável mediadora intenção de fumar. Assim, podemos concluir que estas variáveis devem ser incluídas nos programas preventivos dirigidos aos jovens que frequentam o 3º ciclo e o secundário.