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Populismo e media: O impacto das atitudes populistas no consumo de media em Portugal

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Detalhes bibliográficos
Resumo:A discussão sobre o papel dos meios de comunicação social no surgimento e proliferação de movimentos e partidos populistas alcançou um especial destaque na literatura. Se, inicialmente, o foco deste debate se centrava no lado da oferta, investigações recentes vieram procurar analisar o lado da procura e observar padrões de consumo de media entre indivíduos com atitudes populistas. No entanto, nenhum dos estudos realizados intentou examinar, detalhadamente e alargadamente, as dietas mediáticas destes indivíduos em Portugal, nem tão pouco apresentou, de forma discriminada, resultados representativos de um sistema mediático pluralista polarizado. Para além de este fator se constituir como uma lacuna na literatura, o próprio quadro mediático-político português permite antever padrões dissemelhantes aos apresentados por outros autores. Com o escopo de verificar essa possibilidade, foi realizada uma análise das frequências e preferências de consumo mediático dos indivíduos portugueses em função das suas atitudes populistas, olhando para uma panóplia de meios de comunicação social: Jornais (online e impressos), Televisão e Redes Sociais. Os resultados obtidos, por sua vez, comprovaram a excecionalidade de Portugal: ao contrário do observado noutros estudos, as atitudes populistas não se constituem como fatores importantes nas escolhas de consumo mediático no país.
Autores principais:Velez, Tiago
Assunto:Dietas mediáticas Atitudes populistas Portugal Televisão pública vs. privada Jornais de qualidade vs. tabloide Media sociais -- Social media Media diets Populist attitudes Public vs. commercial TV Quality vs tabloid newspapers
Ano:2022
País:Portugal
Tipo de documento:dissertação de mestrado
Tipo de acesso:acesso aberto
Instituição associada:ISCTE
Idioma:português
Origem:Repositório ISCTE
Descrição
Resumo:A discussão sobre o papel dos meios de comunicação social no surgimento e proliferação de movimentos e partidos populistas alcançou um especial destaque na literatura. Se, inicialmente, o foco deste debate se centrava no lado da oferta, investigações recentes vieram procurar analisar o lado da procura e observar padrões de consumo de media entre indivíduos com atitudes populistas. No entanto, nenhum dos estudos realizados intentou examinar, detalhadamente e alargadamente, as dietas mediáticas destes indivíduos em Portugal, nem tão pouco apresentou, de forma discriminada, resultados representativos de um sistema mediático pluralista polarizado. Para além de este fator se constituir como uma lacuna na literatura, o próprio quadro mediático-político português permite antever padrões dissemelhantes aos apresentados por outros autores. Com o escopo de verificar essa possibilidade, foi realizada uma análise das frequências e preferências de consumo mediático dos indivíduos portugueses em função das suas atitudes populistas, olhando para uma panóplia de meios de comunicação social: Jornais (online e impressos), Televisão e Redes Sociais. Os resultados obtidos, por sua vez, comprovaram a excecionalidade de Portugal: ao contrário do observado noutros estudos, as atitudes populistas não se constituem como fatores importantes nas escolhas de consumo mediático no país.