Publicação
A comunicação de sondagens e o voto estratégico nas eleições legislativas Portuguesas de 2022
| Resumo: | As Eleições Legislativas Portuguesas 2022 estiveram envoltas por um forte interesse mediático, com as sondagens a atribuírem um empate técnico entre os dois principais partidos à corrida eleitoral. Contudo, estas culminaram numa inesperada maioria absoluta para o Partido Socialista. Esse resultado levou ao questionamento não só da credibilidade das sondagens, mas também dos seus possíveis efeitos no comportamento eleitoral. A presente pesquisa incide sobre este caso e procura concluir relativamente à relação entre a atenção que os eleitores deram às sondagens, a sua perceção sobre o que elas comunicavam e o seu comportamento eleitoral. Para este fim, recorreu-se a uma metodologia de análise direta e indireta de voto estratégico suportada por dados do Estudo Eleitoral Português (Lobo, M. et al., 2022). As principais questões deste estudo, aqui consideradas, são a relação entre o nível de atenção concedido às sondagens pelos eleitores (e a sua perceção sobre os seus resultados) e a sua propensão para votarem no principal partido de cada ala – direita e esquerda — em vez de votarem em partidos que não disputavam a vitória nas eleições. Para além disso, analisou-se se essa relação era moderada pela simpatia partidária, nomeadamente a simpatia por partidos à esquerda do PS ou à direita do PSD. Numa fase preliminar, detetámos evidências de voto estratégico, nomeadamente uma migração de votos do eleitorado cujas preferências partidárias recaiam em partidos de menor dimensão para os principais partidos do respetivo quadrante. No entanto, e através de análises subsequentes, os dados não apoiam as hipóteses de que a atenção às sondagens ou a perceção dos seus resultados terão tido relação com o comportamento de voto. |
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| Autores principais: | Medeiros, Vera Mónica Santos |
| Assunto: | Sondagem -- Poll Comunicação de sondagens Opinião pública -- Public opinion Voto estratégico Medição de voto estratégico Eleições legislativas Portuguesas 2022 Atenção às sondagens Perceção das sondagens Críticas às sondagens Amostragem -- Sampling Voto sincero Voto útil Resultado eleitoral -- Election result Poll communication Strategic voting Strategic vote measurement Portuguese parliamentary elections 2022 Attention to polls Perception of polls Criticism of polls Sincere vote Useful vote |
| Ano: | 2023 |
| País: | Portugal |
| Tipo de documento: | dissertação de mestrado |
| Tipo de acesso: | acesso aberto |
| Instituição associada: | ISCTE |
| Idioma: | português |
| Origem: | Repositório ISCTE |
| Resumo: | As Eleições Legislativas Portuguesas 2022 estiveram envoltas por um forte interesse mediático, com as sondagens a atribuírem um empate técnico entre os dois principais partidos à corrida eleitoral. Contudo, estas culminaram numa inesperada maioria absoluta para o Partido Socialista. Esse resultado levou ao questionamento não só da credibilidade das sondagens, mas também dos seus possíveis efeitos no comportamento eleitoral. A presente pesquisa incide sobre este caso e procura concluir relativamente à relação entre a atenção que os eleitores deram às sondagens, a sua perceção sobre o que elas comunicavam e o seu comportamento eleitoral. Para este fim, recorreu-se a uma metodologia de análise direta e indireta de voto estratégico suportada por dados do Estudo Eleitoral Português (Lobo, M. et al., 2022). As principais questões deste estudo, aqui consideradas, são a relação entre o nível de atenção concedido às sondagens pelos eleitores (e a sua perceção sobre os seus resultados) e a sua propensão para votarem no principal partido de cada ala – direita e esquerda — em vez de votarem em partidos que não disputavam a vitória nas eleições. Para além disso, analisou-se se essa relação era moderada pela simpatia partidária, nomeadamente a simpatia por partidos à esquerda do PS ou à direita do PSD. Numa fase preliminar, detetámos evidências de voto estratégico, nomeadamente uma migração de votos do eleitorado cujas preferências partidárias recaiam em partidos de menor dimensão para os principais partidos do respetivo quadrante. No entanto, e através de análises subsequentes, os dados não apoiam as hipóteses de que a atenção às sondagens ou a perceção dos seus resultados terão tido relação com o comportamento de voto. |
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