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Contributo para um estudo sobre comércio justo: Um olhar sobre a experiência Cabaz Fresco do Mar na Fuzeta

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Detalhes bibliográficos
Resumo:O comércio e produção local têm atravessado nos últimos anos um processo de transformação. Este é um processo que tem sido impulsionado sobretudo pela liberalização dos mercados e pelos efeitos da globalização. A cadeia comercial é hoje projetada a uma escala global e baseada na lógica da concorrência onde os pequenos produtores não entram na competição em condições de igualdade para com os seus concorrentes de maior dimensão; onde o preço final do produto não é repartido de forma justa entre todos os intervenientes na cadeia comercial. Em virtude destes factos, o comércio local tem entrado em declínio. Mas é também em virtude deste declínio que se tem assistido ao surgimento de uma série de iniciativas enquadradas na dinâmica maior da Economia Social e Solidária que procuram contrariar esta tendência. O Comércio Justo e a Soberania Alimentar são exemplos destas iniciativas. Em conjunto defendem e valorizam o comércio local, da produção ao consumo e encaram o comércio internacional como um complemento e não um substituto à capacidade de produção local. Poderá o Comércio ser efetivamente justo? Se sim, com que meios? Poderá a pequena escala constituir a chave de sucesso para as experiências de comércio justo? E para o desenvolvimento da região onde é promovido? Estas são algumas das questões que nos acompanharam ao longo da reflexão e às quais se procurou dar resposta através da ilustração com o estudo de caso realizado na Associação de Armadores de Pesca da Fuzeta – O Cabaz Fresco Mar.
Autores principais:Rodrigues, Teresa Luís da Cunha
Assunto:Economia social e solidária Comércio justo Soberania alimentar Desenvolvimento económico Social and solidarity economy Fair trade Food sovereignty Development
Ano:2019
País:Portugal
Tipo de documento:dissertação de mestrado
Tipo de acesso:acesso aberto
Instituição associada:ISCTE
Idioma:português
Origem:Repositório ISCTE
Descrição
Resumo:O comércio e produção local têm atravessado nos últimos anos um processo de transformação. Este é um processo que tem sido impulsionado sobretudo pela liberalização dos mercados e pelos efeitos da globalização. A cadeia comercial é hoje projetada a uma escala global e baseada na lógica da concorrência onde os pequenos produtores não entram na competição em condições de igualdade para com os seus concorrentes de maior dimensão; onde o preço final do produto não é repartido de forma justa entre todos os intervenientes na cadeia comercial. Em virtude destes factos, o comércio local tem entrado em declínio. Mas é também em virtude deste declínio que se tem assistido ao surgimento de uma série de iniciativas enquadradas na dinâmica maior da Economia Social e Solidária que procuram contrariar esta tendência. O Comércio Justo e a Soberania Alimentar são exemplos destas iniciativas. Em conjunto defendem e valorizam o comércio local, da produção ao consumo e encaram o comércio internacional como um complemento e não um substituto à capacidade de produção local. Poderá o Comércio ser efetivamente justo? Se sim, com que meios? Poderá a pequena escala constituir a chave de sucesso para as experiências de comércio justo? E para o desenvolvimento da região onde é promovido? Estas são algumas das questões que nos acompanharam ao longo da reflexão e às quais se procurou dar resposta através da ilustração com o estudo de caso realizado na Associação de Armadores de Pesca da Fuzeta – O Cabaz Fresco Mar.