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Corpos e fronteiras coloniais: Racialização, hipersexualização e resitência de mulheres brasileiras em Portugal

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Resumo:O presente estudo investiga as experiências de violência de gênero vivida por mulheres brasileiras, considerando o estereótipo de hipersexualização como facilitador para a ação, no contexto de imigração em Portugal. O objetivo está em compreender como a construção racial e social, vivenciadas no Brasil, a partir do estereótipo de hipersexualização da mulher negra e do pacto da branquitude, interfere nas experiências de migração destas mulheres e como elas se sentem ao ter que institucionalizar uma violência sofrida. Para alcançar o propósito estabelecido, foram realizadas entrevistas semiestruturadas com mulheres brasileiras de três divisões raciais diferentes, brancas, pardas e pretas, os resultados foram observados a partir da metodologia de análise temática das entrevistas e pautada na intersecção de gênero, raça, classe social e nacionalidade. As entrevistas permitiram concluir que as experiências vividas no Brasil foram importantes para que as mulheres pretas desenvolvessem mecanismos de proteção, com o intuito de evitar ou lidar melhor com a violência no contexto de imigração. Ao contrário disso, as mulheres brancas vivenciaram o processo de racialização de seus corpos e violências nunca experimentadas antes, demonstrando, inicialmente, uma dificuldade em enfrentar situações parecidas. As mulheres pardas, por sua vez, tiveram experiências distintas na realidade migratória, variando conforme sua classe social de origem e as condições de vida em Portugal, refletindo na presença ou ausência de mecanismos de proteção.
Autores principais:Duarte, Beatriz Rosa
Assunto:Raça -- Race Género Mulher brasileira Imigração -- immigration Psicologia social -- Social psychology Gender Brazilian women Estereótipo stereotype
Ano:2025
País:Portugal
Tipo de documento:dissertação de mestrado
Tipo de acesso:acesso aberto
Instituição associada:ISCTE
Idioma:português
Origem:Repositório ISCTE
Descrição
Resumo:O presente estudo investiga as experiências de violência de gênero vivida por mulheres brasileiras, considerando o estereótipo de hipersexualização como facilitador para a ação, no contexto de imigração em Portugal. O objetivo está em compreender como a construção racial e social, vivenciadas no Brasil, a partir do estereótipo de hipersexualização da mulher negra e do pacto da branquitude, interfere nas experiências de migração destas mulheres e como elas se sentem ao ter que institucionalizar uma violência sofrida. Para alcançar o propósito estabelecido, foram realizadas entrevistas semiestruturadas com mulheres brasileiras de três divisões raciais diferentes, brancas, pardas e pretas, os resultados foram observados a partir da metodologia de análise temática das entrevistas e pautada na intersecção de gênero, raça, classe social e nacionalidade. As entrevistas permitiram concluir que as experiências vividas no Brasil foram importantes para que as mulheres pretas desenvolvessem mecanismos de proteção, com o intuito de evitar ou lidar melhor com a violência no contexto de imigração. Ao contrário disso, as mulheres brancas vivenciaram o processo de racialização de seus corpos e violências nunca experimentadas antes, demonstrando, inicialmente, uma dificuldade em enfrentar situações parecidas. As mulheres pardas, por sua vez, tiveram experiências distintas na realidade migratória, variando conforme sua classe social de origem e as condições de vida em Portugal, refletindo na presença ou ausência de mecanismos de proteção.