Publicação
Mapeamento da iniciativa empreendedora na economia social portuguesa: Criação do índice potencial empreendedor social (IPES)
| Resumo: | O presente estudo aborda a temática do empreendedorismo e das suas dinâmicas dentro do contexto da economia social, sublinhando que a atividade de inovar integra a criação de novos produtos, aplicação de novas formas de produção, gestão ou de abordar o mercado. Neste contexto, introduzse o conceito da hibridização da própria economia social, e das organizações híbridas, que combinam as características das organizações tradicionais sem fins lucrativos e empresas empreendedoras tradicionais do setor privado. Enfatiza-se o propósito da missão social acima da maximização do lucro e explicita-se como este conceito surgiu em Itália, no Reino Unido e Estados Unidos. Quanto à realidade portuguesa, apresenta-se o conceito das “cooperativas de solidariedade social”, e como este é insuficiente para demonstrar a existência ou não do fenómeno empreendedor na nossa economia social nacional. O presente estudo destaca a predominância das IPSS em Portugal, evidenciando a forte dependência de subsídios e de incentivos fiscais, e a sua baixa diversidade de métodos de financiamento, sobretudo métodos diferenciados dos tradicionais como o crowdfunding ou os investidores sociais. Assim, através da criação de um índice de potencial empreendedor social (IPES), identificaram-se potenciais organizações empreendedoras sociais com compromissos perante a produtividade e a mensuração do impacto social que deixam na comunidade que servem. As organizações com bom score de IPES, apostam em novas tecnologias, valorizam o networking, e estudam o beneficiário, tomando decisões estratégicas a pensar no mesmo, como a seleção de canais de comunicação e distribuição. Estas organizações demonstraram ter potencial para um crescimento sustentável. O presente documento conclui que, apesar da evidência de potenciais empreendedoras sociais em Portugal, utilizando por base o IPES, ainda há um longo caminho a ser percorrido por estas organizações, sobretudo no que diz respeito à conquista de independência financeira. |
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| Autores principais: | Fonseca, Catarina da Costa |
| Assunto: | Economia social -- Social economy Empreendedorismo -- Entrepreneurship Índice potencial empreendedor Entrepreneurial potential index |
| Ano: | 2024 |
| País: | Portugal |
| Tipo de documento: | dissertação de mestrado |
| Tipo de acesso: | acesso aberto |
| Instituição associada: | ISCTE |
| Idioma: | português |
| Origem: | Repositório ISCTE |
| Resumo: | O presente estudo aborda a temática do empreendedorismo e das suas dinâmicas dentro do contexto da economia social, sublinhando que a atividade de inovar integra a criação de novos produtos, aplicação de novas formas de produção, gestão ou de abordar o mercado. Neste contexto, introduzse o conceito da hibridização da própria economia social, e das organizações híbridas, que combinam as características das organizações tradicionais sem fins lucrativos e empresas empreendedoras tradicionais do setor privado. Enfatiza-se o propósito da missão social acima da maximização do lucro e explicita-se como este conceito surgiu em Itália, no Reino Unido e Estados Unidos. Quanto à realidade portuguesa, apresenta-se o conceito das “cooperativas de solidariedade social”, e como este é insuficiente para demonstrar a existência ou não do fenómeno empreendedor na nossa economia social nacional. O presente estudo destaca a predominância das IPSS em Portugal, evidenciando a forte dependência de subsídios e de incentivos fiscais, e a sua baixa diversidade de métodos de financiamento, sobretudo métodos diferenciados dos tradicionais como o crowdfunding ou os investidores sociais. Assim, através da criação de um índice de potencial empreendedor social (IPES), identificaram-se potenciais organizações empreendedoras sociais com compromissos perante a produtividade e a mensuração do impacto social que deixam na comunidade que servem. As organizações com bom score de IPES, apostam em novas tecnologias, valorizam o networking, e estudam o beneficiário, tomando decisões estratégicas a pensar no mesmo, como a seleção de canais de comunicação e distribuição. Estas organizações demonstraram ter potencial para um crescimento sustentável. O presente documento conclui que, apesar da evidência de potenciais empreendedoras sociais em Portugal, utilizando por base o IPES, ainda há um longo caminho a ser percorrido por estas organizações, sobretudo no que diz respeito à conquista de independência financeira. |
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