Publicação
Os contratados de Angola para São Tomé e Príncipe: O impacto do contrato na colónia de Angola (1876-1887)
| Resumo: | A segunda metade do século XIX caracterizou-se por vários instrumentos jurídicos para a abolição da escravatura em África, o que só foi possível em 1878 no caso das colónias africanas. Com o fim do tráfico e da escravatura procurou-se implementar uma economia de plantação para dinamizar o comércio “lícito” através da produção agrícola. Particularmente em São Tomé e Príncipe já existia um crescimento agrícola de café e cacau em alta escala, mas deparava-se com uma crise de mão-de-obra em 1875, facto que impedia a dinamização da produção agrícola, especialmente do cacau. Assim para dar resposta a esta situação, o governo português procurou estimular o trabalho livre e remunerado sob forma de “contrato de trabalho” para fazer face a produção agrícola. Foi neste contexto que se inicia o processo de recrutar serviçais angolanos para as plantações em São Tomé e Príncipe. Neste sentido, o recrutamento e a exportação de serviçais de Angola, como força de trabalho, para o cultivo do cacau em São Tomé e Príncipe provocou impactos na sociedade angolana. Nestas conformidades o objetivo principal da dissertação é o de compreender, a partir das fontes primárias e referências teóricas, o impacto demográfico através das áreas de proveniências e, em última instância, analisar se permaneceram as antigas formas de escravidão como trabalho forçado, ou se existiram novas práticas de escravidão clássica da colonização portuguesa em África. |
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| Autores principais: | Jurante, César Rafael |
| Assunto: | Escravatura Trabalho forçado Serviçais contratados Mão-de-obra assalariada Angola São Tomé e Príncipe Slavery Forced labor Hired servants Wage earners São Tomé and Príncipe |
| Ano: | 2022 |
| País: | Portugal |
| Tipo de documento: | dissertação de mestrado |
| Tipo de acesso: | acesso aberto |
| Instituição associada: | ISCTE |
| Idioma: | português |
| Origem: | Repositório ISCTE |
| Resumo: | A segunda metade do século XIX caracterizou-se por vários instrumentos jurídicos para a abolição da escravatura em África, o que só foi possível em 1878 no caso das colónias africanas. Com o fim do tráfico e da escravatura procurou-se implementar uma economia de plantação para dinamizar o comércio “lícito” através da produção agrícola. Particularmente em São Tomé e Príncipe já existia um crescimento agrícola de café e cacau em alta escala, mas deparava-se com uma crise de mão-de-obra em 1875, facto que impedia a dinamização da produção agrícola, especialmente do cacau. Assim para dar resposta a esta situação, o governo português procurou estimular o trabalho livre e remunerado sob forma de “contrato de trabalho” para fazer face a produção agrícola. Foi neste contexto que se inicia o processo de recrutar serviçais angolanos para as plantações em São Tomé e Príncipe. Neste sentido, o recrutamento e a exportação de serviçais de Angola, como força de trabalho, para o cultivo do cacau em São Tomé e Príncipe provocou impactos na sociedade angolana. Nestas conformidades o objetivo principal da dissertação é o de compreender, a partir das fontes primárias e referências teóricas, o impacto demográfico através das áreas de proveniências e, em última instância, analisar se permaneceram as antigas formas de escravidão como trabalho forçado, ou se existiram novas práticas de escravidão clássica da colonização portuguesa em África. |
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