Publicação

Discursos de ódio no Instagram: Estudo-caso Carolina Deslandes

Ver documento

Detalhes bibliográficos
Resumo:O presente trabalho tem como objetivo identificar as práticas de utilização de uma rede social, o Instagram, e a relação entre utilizadores, no âmbito das quais se gera desconforto para, pelo menos, um deles. Visa ainda comparar as práticas de utilização, antes e depois da implementação de políticas de auto-regulação, visando o combate ao discurso de ódio no Instagram e, por fim, perceber se ainda há espaço para serem implementadas mais regras para reduzir a produção desses discursos nas redes sociais digitais. Numa abordagem metodológica de natureza qualitativa, foi elaborada uma entrevista à artista Carolina Deslandes por ser uma voz ativa de várias causas. Para além de abordar no seu espaço digital estas questões, também exerce força sobre as ferramentas disponibilizadas pela plataforma Instagram para combater as ofensas. Com este estudo percebeu-se que o utilizador que estava a receber ofensas e discursos de ódio, conseguiu diminuir a receção deste tipo de comentários através das medidas que o Instagram implementou. Percebeu-se também que existe, a nível legislativo, regras e sanções que se podem adequar às redes sociais. A questão da ofensa e da discriminação não são permitidas em Portugal e, por isso, se alguém quiser fazer uma queixa e apresentar uma ação em tribunal pode, mesmo sendo no mundo digital. Mas algumas pessoas não avançam, como foi o caso de Carolina D., por afirmarem que existem muitos entraves como, o tempo demorado até se conseguir provar ou o dinheiro que se gasta a iniciar um processo em tribunal.
Autores principais:Caldeira, Íris Quaresma
Assunto:Discurso de ódio -- Hate speech Media sociais -- Social media Carolina Deslandes Instagram
Ano:2022
País:Portugal
Tipo de documento:dissertação de mestrado
Tipo de acesso:acesso aberto
Instituição associada:ISCTE
Idioma:português
Origem:Repositório ISCTE
Descrição
Resumo:O presente trabalho tem como objetivo identificar as práticas de utilização de uma rede social, o Instagram, e a relação entre utilizadores, no âmbito das quais se gera desconforto para, pelo menos, um deles. Visa ainda comparar as práticas de utilização, antes e depois da implementação de políticas de auto-regulação, visando o combate ao discurso de ódio no Instagram e, por fim, perceber se ainda há espaço para serem implementadas mais regras para reduzir a produção desses discursos nas redes sociais digitais. Numa abordagem metodológica de natureza qualitativa, foi elaborada uma entrevista à artista Carolina Deslandes por ser uma voz ativa de várias causas. Para além de abordar no seu espaço digital estas questões, também exerce força sobre as ferramentas disponibilizadas pela plataforma Instagram para combater as ofensas. Com este estudo percebeu-se que o utilizador que estava a receber ofensas e discursos de ódio, conseguiu diminuir a receção deste tipo de comentários através das medidas que o Instagram implementou. Percebeu-se também que existe, a nível legislativo, regras e sanções que se podem adequar às redes sociais. A questão da ofensa e da discriminação não são permitidas em Portugal e, por isso, se alguém quiser fazer uma queixa e apresentar uma ação em tribunal pode, mesmo sendo no mundo digital. Mas algumas pessoas não avançam, como foi o caso de Carolina D., por afirmarem que existem muitos entraves como, o tempo demorado até se conseguir provar ou o dinheiro que se gasta a iniciar um processo em tribunal.