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Eu, tu... ilus: Poliamor e não-monogamias consensuais
| Resumo: | Esta tese procura compreender as relações não-monogâmicas consensuais tendo como foco de análise o poliamor, modelo que defende a possibilidade de estabelecer relações íntimas, afetivas e/ou sexuais com mais de uma pessoa simultaneamente com o conhecimento, concordância e aceitação de todas as envolvidas. O poliamor é atualmente o único movimento relacional, social e identitário de alcance internacional que desafia a monogamia compulsória. Trata-se de um fenômeno emergente das sociedades ocidentais contemporâneas propiciado pela difusão do processo de individualização que levanta discussões importantes sobre questões de gênero, sexualidade, família, casamento, intimidade e amor. A pesquisa é baseada em entrevistas em profundidade e experiências de pessoas cisgênero que vivenciam relações poliamorosas com alguém do sexo oposto nas cidades de Lisboa (Portugal) e Belo Horizonte (Brasil). A pesquisa retrata aspectos centrais para a compreensão deste tipo de relacionamento, como sua crítica à norma monogâmica e ao amor romântico; ênfase nos acordos e comunicação aberta; interações entre as pessoas que amam alguém em comum; desafios; benefícios e dinâmicas de gênero. Também são ressaltadas semelhanças e diferenças entre o poliamor, a poligamia e outros modelos de não-monogamia consensual, como o swing, relacionamento aberto, relações livres e anarquia relacional. Esta tese também contribui para o debate acerca do significado e vivência da monogamia enquanto instituição social e expressão da afetividade e sexualidade, além de apontar transformações, ressignificações e convergências entre a heterossexualidade e outras sexualidades marginalizadas. |
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| Autores principais: | Silvério, Maria Silva e |
| Assunto: | Antropologia social Relações interpessoais Monogamia Estereótipo sexual Afeto Sexualidade Identidade sexual Liberdade sexual Portugal Brasil Consensual non-monogamy Polyamory Swinging Open relationship Relational anarchy Free relationships Intimacy |
| Ano: | 2018 |
| País: | Portugal |
| Tipo de documento: | tese de doutoramento |
| Tipo de acesso: | acesso aberto |
| Instituição associada: | ISCTE |
| Idioma: | português |
| Origem: | Repositório ISCTE |
| Resumo: | Esta tese procura compreender as relações não-monogâmicas consensuais tendo como foco de análise o poliamor, modelo que defende a possibilidade de estabelecer relações íntimas, afetivas e/ou sexuais com mais de uma pessoa simultaneamente com o conhecimento, concordância e aceitação de todas as envolvidas. O poliamor é atualmente o único movimento relacional, social e identitário de alcance internacional que desafia a monogamia compulsória. Trata-se de um fenômeno emergente das sociedades ocidentais contemporâneas propiciado pela difusão do processo de individualização que levanta discussões importantes sobre questões de gênero, sexualidade, família, casamento, intimidade e amor. A pesquisa é baseada em entrevistas em profundidade e experiências de pessoas cisgênero que vivenciam relações poliamorosas com alguém do sexo oposto nas cidades de Lisboa (Portugal) e Belo Horizonte (Brasil). A pesquisa retrata aspectos centrais para a compreensão deste tipo de relacionamento, como sua crítica à norma monogâmica e ao amor romântico; ênfase nos acordos e comunicação aberta; interações entre as pessoas que amam alguém em comum; desafios; benefícios e dinâmicas de gênero. Também são ressaltadas semelhanças e diferenças entre o poliamor, a poligamia e outros modelos de não-monogamia consensual, como o swing, relacionamento aberto, relações livres e anarquia relacional. Esta tese também contribui para o debate acerca do significado e vivência da monogamia enquanto instituição social e expressão da afetividade e sexualidade, além de apontar transformações, ressignificações e convergências entre a heterossexualidade e outras sexualidades marginalizadas. |
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