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Casamentos binacionais heterossexuais em Espanha e Portugal

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Detalhes bibliográficos
Resumo:: O presente capítulo apresenta e discute os resultados de uma investigação realizada no âmbito de uma tese de Mestrado em Psicologia Clínica e da Saúde na Universidade da Maia. Esta investigação, de cariz qualitativo, procurou compreender de que orma os períodos de connamento infuenciaram as dinâmicas amiliares de pessoas imigrantes brasileiras residentes em Portugal. Para concretizar este objetivo, realizaram-se entrevistas semiestruturadas a 8 mulheres imigrantes de nacionalidade brasileira e procedeu-se à análise temática dos dados, seguindo as orientações de Braun e Clarke (2006), partindo de um paradigma interseccional. Os resultados do estudo mostram que os períodos de connamento vividos potenciaram um agravamento das responsabilidades nas mulheres imigrantes, denotando-se uma sobrecarga das tarefas domésticas e dos cuidados com as crianças com impactos na saúde psicológica das mesmas e dos seus agregados familiares. Deste modo, a aposta na implementação de uma abordagem de saúde pública interseccional em Portugal é necessária.
Autores principais:Gaspar, S.
Outros Autores:Jimenez, J.; Becerril Ruiz, D.
Assunto:Mulheres imigrantes Portugal Pandemia -- Pandemic Desigualdade social -- Social inequality Trabalho não pago
Ano:2023
País:Portugal
Tipo de documento:capítulo de livro
Tipo de acesso:acesso aberto
Instituição associada:ISCTE
Idioma:português
Origem:Repositório ISCTE
Descrição
Resumo:: O presente capítulo apresenta e discute os resultados de uma investigação realizada no âmbito de uma tese de Mestrado em Psicologia Clínica e da Saúde na Universidade da Maia. Esta investigação, de cariz qualitativo, procurou compreender de que orma os períodos de connamento infuenciaram as dinâmicas amiliares de pessoas imigrantes brasileiras residentes em Portugal. Para concretizar este objetivo, realizaram-se entrevistas semiestruturadas a 8 mulheres imigrantes de nacionalidade brasileira e procedeu-se à análise temática dos dados, seguindo as orientações de Braun e Clarke (2006), partindo de um paradigma interseccional. Os resultados do estudo mostram que os períodos de connamento vividos potenciaram um agravamento das responsabilidades nas mulheres imigrantes, denotando-se uma sobrecarga das tarefas domésticas e dos cuidados com as crianças com impactos na saúde psicológica das mesmas e dos seus agregados familiares. Deste modo, a aposta na implementação de uma abordagem de saúde pública interseccional em Portugal é necessária.