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Acesso à saúde por imigrantes com infeção VIH em Portugal

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Detalhes bibliográficos
Resumo:O crescente fluxo migratório e o aumento de novos diagnósticos de VIH nos imigrantes em Portugal fazem com que o tema do acesso à saúde desta população seja cada vez mais pertinente, com implicações na saúde dos próprios e na saúde pública. Apesar de a nossa legislação promover o acesso universal à saúde, este direito sofre influência de muitos outros fatores (determinantes) que importa conhecer para promover o desenvolvimento de políticas e práticas verdadeiramente integrativas. Com este objetivo foi realizada a presente pesquisa que utilizou uma metodologia mista de investigação, qualitativa e quantitativa: 1) grupos focais (com profissionais de saúde e colaboradores de ONG), e 2) inquérito por questionário, aplicado a nível nacional a 407 imigrantes com VIH residentes em Portugal. Os resultados encontrados permitiram identificar uma maior vulnerabilidade dos imigrantes com VIH face aos nacionais, revelando que mais de metade já experienciaram diversos obstáculos no acesso e utilização dos serviços de saúde. Os determinantes identificados coincidem em grande parte com os referidos na literatura para os imigrantes em geral, incluindo fatores inerentes aos indivíduos, aos profissionais de saúde e sua relação com os utentes, e questões estruturais do SNS. Verificou-se ainda que os fatores que influenciam o acesso e utilização dos serviços gerais de saúde não são totalmente coincidentes com os relacionados com a retenção nos cuidados de VIH, permitindo identificar grupos e áreas prioritárias de intervenção. Os resultados obtidos são concretizados no final em recomendações concretas ao governo e administração central, aos serviços de saúde e às organizações comunitárias.
Autores principais:Duarte, Ana Luísa de Jesus
Assunto:Migração Saúde Integração Infeção VIH Migration Health Integration HIV infection
Ano:2023
País:Portugal
Tipo de documento:dissertação de mestrado
Tipo de acesso:acesso aberto
Instituição associada:ISCTE
Idioma:português
Origem:Repositório ISCTE
Descrição
Resumo:O crescente fluxo migratório e o aumento de novos diagnósticos de VIH nos imigrantes em Portugal fazem com que o tema do acesso à saúde desta população seja cada vez mais pertinente, com implicações na saúde dos próprios e na saúde pública. Apesar de a nossa legislação promover o acesso universal à saúde, este direito sofre influência de muitos outros fatores (determinantes) que importa conhecer para promover o desenvolvimento de políticas e práticas verdadeiramente integrativas. Com este objetivo foi realizada a presente pesquisa que utilizou uma metodologia mista de investigação, qualitativa e quantitativa: 1) grupos focais (com profissionais de saúde e colaboradores de ONG), e 2) inquérito por questionário, aplicado a nível nacional a 407 imigrantes com VIH residentes em Portugal. Os resultados encontrados permitiram identificar uma maior vulnerabilidade dos imigrantes com VIH face aos nacionais, revelando que mais de metade já experienciaram diversos obstáculos no acesso e utilização dos serviços de saúde. Os determinantes identificados coincidem em grande parte com os referidos na literatura para os imigrantes em geral, incluindo fatores inerentes aos indivíduos, aos profissionais de saúde e sua relação com os utentes, e questões estruturais do SNS. Verificou-se ainda que os fatores que influenciam o acesso e utilização dos serviços gerais de saúde não são totalmente coincidentes com os relacionados com a retenção nos cuidados de VIH, permitindo identificar grupos e áreas prioritárias de intervenção. Os resultados obtidos são concretizados no final em recomendações concretas ao governo e administração central, aos serviços de saúde e às organizações comunitárias.