Publicação
Sociedade inclusiva, arquitetura, acessibilidade e os novos idosos. Frente marítima e Marina de Sines
| Resumo: | Está a arquitetura e a cidade preparada para uma sociedade mais envelhecida? Esta questão relembra-nos que o compromisso assumido pelo arquiteto, ao desenvolver um projeto, estende-se por várias gerações temporais. É com base neste compromisso que a presente dissertação pretende abordar a problemática do processo metodológico para projetar espaço público nas cidades no contexto atual de envelhecimento da população, mundial e nacional. Ou seja, de que modo os espaços projetados por arquitetos devem explorar conceitos de acessibilidade e mobilidade permitindo o active ageing na sociedade. O tema do envelhecimento surgiu ofcialmente como um problema socioeconómico na década de oitenta, quando a Assembleia Geral das Nações Unidas convocou a primeira Assembleia Mundial sobre o Envelhecimento (1982). Como resultado, surgiu o primeiro Plano de Ação Internacional de Viena (1982) sobre o envelhecimento. O documento impunha um conjunto de medidas de ação em vários sectores que referentes ao envelhecimento global da população. Apesar dos avanços alcançados, o tema continua a ser uma das grandes preocupações mundiais no século XXI. A percentagem de idosos, em países desenvolvidos e em desenvolvimento, é cada vez maior, dando origem aproblemas demográfcos sem precedentes. Neste contexto, a responsabilidade do arquiteto é evidente, é preciso projetar de forma inclusiva. O projetista deve evitar barreiras arquitetónicas e agir para que a comunidade envelhecida não seja excluída da sociedade contemporânea. O reconhecimento da importância da problemática leva à questão da dissertação: Qual é o papel do arquiteto na criação de uma sociedade mais inclusiva? Tendo em conta a vastidão do tema, devido à quantidade de variantes possíveis, a presente investigação foca-se principalmente na mobilidade e acessibilidade da comunidade envelhecida com difculdades motoras associadas à idade. A metodologia de investigação adotada faz o enquadramento do tema de um modo geral numa primeira fase, pretendendo entender os princípios de uma sociedade acessível e inclusiva, passando posteriormente à análise de casos de estudo teóricos que retratam o conhecimento atual sobre a sociedade e o espaço público para uma comunidade envelhecida. Na última fase, aplica-se o conhecimento adquirido na componente teórica à componente prática de Projeto Final de Arquitetura, ou seja, ao ato de projetar com um território e exercício de arquitetura em concreto: a Frente Marítima e a Marina de Sines, com o intuito de desenvolver um espaço urbano e público, respetivamente, age friendly. Posto isto, como pode a arquitetura contribuir para uma sociedade acessível a todos? |
|---|---|
| Autores principais: | Amaral, Tomás Jonas Rodrigues |
| Assunto: | Arquitetura Idoso Sociedade Mobilidade espacial Inclusão social Trabalho de projeto Requalificação urbana Porto marítimo Trabalho prático Sines -- Portugal |
| Ano: | 2016 |
| País: | Portugal |
| Tipo de documento: | dissertação de mestrado |
| Tipo de acesso: | acesso aberto |
| Instituição associada: | ISCTE |
| Idioma: | português |
| Origem: | Repositório ISCTE |
| Resumo: | Está a arquitetura e a cidade preparada para uma sociedade mais envelhecida? Esta questão relembra-nos que o compromisso assumido pelo arquiteto, ao desenvolver um projeto, estende-se por várias gerações temporais. É com base neste compromisso que a presente dissertação pretende abordar a problemática do processo metodológico para projetar espaço público nas cidades no contexto atual de envelhecimento da população, mundial e nacional. Ou seja, de que modo os espaços projetados por arquitetos devem explorar conceitos de acessibilidade e mobilidade permitindo o active ageing na sociedade. O tema do envelhecimento surgiu ofcialmente como um problema socioeconómico na década de oitenta, quando a Assembleia Geral das Nações Unidas convocou a primeira Assembleia Mundial sobre o Envelhecimento (1982). Como resultado, surgiu o primeiro Plano de Ação Internacional de Viena (1982) sobre o envelhecimento. O documento impunha um conjunto de medidas de ação em vários sectores que referentes ao envelhecimento global da população. Apesar dos avanços alcançados, o tema continua a ser uma das grandes preocupações mundiais no século XXI. A percentagem de idosos, em países desenvolvidos e em desenvolvimento, é cada vez maior, dando origem aproblemas demográfcos sem precedentes. Neste contexto, a responsabilidade do arquiteto é evidente, é preciso projetar de forma inclusiva. O projetista deve evitar barreiras arquitetónicas e agir para que a comunidade envelhecida não seja excluída da sociedade contemporânea. O reconhecimento da importância da problemática leva à questão da dissertação: Qual é o papel do arquiteto na criação de uma sociedade mais inclusiva? Tendo em conta a vastidão do tema, devido à quantidade de variantes possíveis, a presente investigação foca-se principalmente na mobilidade e acessibilidade da comunidade envelhecida com difculdades motoras associadas à idade. A metodologia de investigação adotada faz o enquadramento do tema de um modo geral numa primeira fase, pretendendo entender os princípios de uma sociedade acessível e inclusiva, passando posteriormente à análise de casos de estudo teóricos que retratam o conhecimento atual sobre a sociedade e o espaço público para uma comunidade envelhecida. Na última fase, aplica-se o conhecimento adquirido na componente teórica à componente prática de Projeto Final de Arquitetura, ou seja, ao ato de projetar com um território e exercício de arquitetura em concreto: a Frente Marítima e a Marina de Sines, com o intuito de desenvolver um espaço urbano e público, respetivamente, age friendly. Posto isto, como pode a arquitetura contribuir para uma sociedade acessível a todos? |
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