Publicação
Os sistemas partidários grego e português em perspectiva comparada, 1981-2015: entre o colapso eleitoral do PASOK e a resiliência do PS
| Resumo: | Os países da Europa do Sul foram os primeiros e os mais afectados pela crise económico-financeira de 2007-8, que se transformou na crise das dívidas soberenas e, mais tarde, na crise da zona euro. Tanto a Grécia como Portugal foram intervencionados pela chamada troika – Banco Central Europeu, Comissão Europeia e Fundo Monetário Internacional –, que aplicou severas medidas de austeridade. No entanto, e apesar das semelhanças ao nível dos seus sistemas partidários, assistiu-se a diferentes desenvolvimentos nos mesmos. A presente investigação explora o porquê do sistema partidário grego ter sofrido uma transformação e o português não, colocando a tónica nas dinâmicas inter-partidárias e na emergência de novas clivagens nas respectivas sociedades. Se na Grécia o PASOK colapsou eleitoralmente, em Portugal o PS demonstrou resiliência. A dissertação dividiu-se em dois momentos distintos. No primeiro, comparámos os sistemas partidários grego e português entre o término das respectivas transições democráticas (1981 e 1982, respectivamente) e as eleições legislativas de 2015. Foram analisadas as semelhanças e diferenças, bem como as tendências dos dois sistemas partidários. No segundo, focámo-nos nas dinâmicas inter-partidárias entre 2009-15 e na forma como estas influenciaram a percepção do eleitorado face ao posicionamento dos partidos nos respectivos sistemas partidários. |
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| Autores principais: | Fernandes, Ricardo Cabral |
| Assunto: | Sistema partidário Partidos políticos Mudança política Crise PASOK PS Grécia Portugal Party system transformation Crisis Austerity Cleavages Greece |
| Ano: | 2016 |
| País: | Portugal |
| Tipo de documento: | dissertação de mestrado |
| Tipo de acesso: | acesso aberto |
| Instituição associada: | ISCTE |
| Idioma: | português |
| Origem: | Repositório ISCTE |
| Resumo: | Os países da Europa do Sul foram os primeiros e os mais afectados pela crise económico-financeira de 2007-8, que se transformou na crise das dívidas soberenas e, mais tarde, na crise da zona euro. Tanto a Grécia como Portugal foram intervencionados pela chamada troika – Banco Central Europeu, Comissão Europeia e Fundo Monetário Internacional –, que aplicou severas medidas de austeridade. No entanto, e apesar das semelhanças ao nível dos seus sistemas partidários, assistiu-se a diferentes desenvolvimentos nos mesmos. A presente investigação explora o porquê do sistema partidário grego ter sofrido uma transformação e o português não, colocando a tónica nas dinâmicas inter-partidárias e na emergência de novas clivagens nas respectivas sociedades. Se na Grécia o PASOK colapsou eleitoralmente, em Portugal o PS demonstrou resiliência. A dissertação dividiu-se em dois momentos distintos. No primeiro, comparámos os sistemas partidários grego e português entre o término das respectivas transições democráticas (1981 e 1982, respectivamente) e as eleições legislativas de 2015. Foram analisadas as semelhanças e diferenças, bem como as tendências dos dois sistemas partidários. No segundo, focámo-nos nas dinâmicas inter-partidárias entre 2009-15 e na forma como estas influenciaram a percepção do eleitorado face ao posicionamento dos partidos nos respectivos sistemas partidários. |
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