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A representação do espaço doméstico da cozinha na Revista Panorama e na Revista Arquitectura (1941-1950)

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Detalhes bibliográficos
Resumo:O século XX foi marcado por inúmeros acontecimentos importantes para a história mundial e, consequentemente, para a história da Arquitetura. Os efeitos subsequentes motivados pelos conflitos bélicos e, anteriormente, pela revolução industrial, proporcionaram aos arquitetos e arquitetas uma nova conceção de arquitetura, apostando numa nova era de pensamento, que quebrava com os ideais anteriormente estabelecidos. A arquitetura moderna reflete os novos modos de habitar a casa e a importância de conceber a arquitetura, adequada ás inúmeras condições essenciais para uma vida sã. A iluminação, a ventilação, assim como, as noções de espaço suficiente e salubre, caracterizavam-se como princípios fundamentais do novo pensamento arquitetónico, onde a presença da mulher como pensadora e criadora, concebia uma nova arquitetura, idealizada de dentro para fora. Esta nova arquitetura emergente no século XX, reflete-se, no presente ensaio, no espaço doméstico da cozinha e na sua representação em publicações periódicas nacionais. Primeiramente são abordadas três arquitetas, Lilly Reich, Margarete Schütte-Lihotsky e Charlotte Perriand, e as suas três propostas de cozinhas mínimas modernas, que resolviam de formas distintas as necessidades emergentes da população e da nova condição do habitar, assim como, do novo estatuto da mulher na sociedade daquela época. Posteriormente e tendo por base a análise da conceção das cozinhas modernas, relaciona-se a sua representação com a representação espacial das cozinhas em contexto português, expostas em duas revistas distintas, a Revista Portuguesa de Arte e Turismo, Panorama e a Revista de Arte e Construção, Arquitectura, entre 1941 e 1950. A Revista Panorama, distingue-se pelo seu conteúdo popular, doutrinário e divulgador dos feitos do regime do Estado Novo, tendo sido a sua edição realizada pelo Secretariado da Propaganda Nacional, SPN, a entidade de comunicação do Estado. Contrariamente, a Revista Arquitectura caracteriza-se pelo seu conteúdo técnico, apresentando nos seus artigos projetos de arquitetura variados, nacionais e internacionais, transmitindo aos leitores e arquitetos, exemplos e pormenores de obras realizadas ou por realizar naquele período. Deste modo, são analisados e comparados elementos referentes à representação do espaço doméstico da cozinha, enquanto qualidade de informação fotográfica, textual e publicitária, objetivando compreender as características do espaço da cozinha nacional, assim como, o que eram e, como eram publicadas as várias referências nacionais, naquela época.
Autores principais:Contente, Joana Rita da Silva
Assunto:Arquitetura moderna Arquitetura de interiores Cozinha -- 1941-1950 Publicação periódica Análise comparativa Reconstrução urbana Edifício Trabalho de projeto Portugal Europa Alenquer -- Lisboa Kitchen Architects Panorama
Ano:2018
País:Portugal
Tipo de documento:dissertação de mestrado
Tipo de acesso:acesso aberto
Instituição associada:ISCTE
Idioma:português
Origem:Repositório ISCTE
Descrição
Resumo:O século XX foi marcado por inúmeros acontecimentos importantes para a história mundial e, consequentemente, para a história da Arquitetura. Os efeitos subsequentes motivados pelos conflitos bélicos e, anteriormente, pela revolução industrial, proporcionaram aos arquitetos e arquitetas uma nova conceção de arquitetura, apostando numa nova era de pensamento, que quebrava com os ideais anteriormente estabelecidos. A arquitetura moderna reflete os novos modos de habitar a casa e a importância de conceber a arquitetura, adequada ás inúmeras condições essenciais para uma vida sã. A iluminação, a ventilação, assim como, as noções de espaço suficiente e salubre, caracterizavam-se como princípios fundamentais do novo pensamento arquitetónico, onde a presença da mulher como pensadora e criadora, concebia uma nova arquitetura, idealizada de dentro para fora. Esta nova arquitetura emergente no século XX, reflete-se, no presente ensaio, no espaço doméstico da cozinha e na sua representação em publicações periódicas nacionais. Primeiramente são abordadas três arquitetas, Lilly Reich, Margarete Schütte-Lihotsky e Charlotte Perriand, e as suas três propostas de cozinhas mínimas modernas, que resolviam de formas distintas as necessidades emergentes da população e da nova condição do habitar, assim como, do novo estatuto da mulher na sociedade daquela época. Posteriormente e tendo por base a análise da conceção das cozinhas modernas, relaciona-se a sua representação com a representação espacial das cozinhas em contexto português, expostas em duas revistas distintas, a Revista Portuguesa de Arte e Turismo, Panorama e a Revista de Arte e Construção, Arquitectura, entre 1941 e 1950. A Revista Panorama, distingue-se pelo seu conteúdo popular, doutrinário e divulgador dos feitos do regime do Estado Novo, tendo sido a sua edição realizada pelo Secretariado da Propaganda Nacional, SPN, a entidade de comunicação do Estado. Contrariamente, a Revista Arquitectura caracteriza-se pelo seu conteúdo técnico, apresentando nos seus artigos projetos de arquitetura variados, nacionais e internacionais, transmitindo aos leitores e arquitetos, exemplos e pormenores de obras realizadas ou por realizar naquele período. Deste modo, são analisados e comparados elementos referentes à representação do espaço doméstico da cozinha, enquanto qualidade de informação fotográfica, textual e publicitária, objetivando compreender as características do espaço da cozinha nacional, assim como, o que eram e, como eram publicadas as várias referências nacionais, naquela época.