Publicação

Madagascar’s fluid party system: Authoritarian legacies and an uneven playing field in an enduring competitive authoritarian regime

Ver documento

Detalhes bibliográficos
Resumo:Espera-se que os sistemas partidários cresçam e amadureçam com o tempo; no entanto, o caso de Madagáscar é de alta fluidez: há elevada volatilidade entre partidos e líderes em sucessivas eleições, e os novos competidores facilmente são eleitos. Este estudo explora o papel dos legados autoritários e as estratégias de distorção das condições de competição eleitoral enquanto fatores-chave para entender por que razões o sistema partidário malgaxe não se institucionalizou desde o início da Terceira República. Os resultados demonstram que a centralização da liderança partidária, a etnicidade, o personalismo e o clientelismo moldaram a formação dos partidos durante – e para além – do período autoritário; e que as tentativas dos incumbentes de criar assimetrias no acesso a recursos, meios de comunicação e legislação têm sido ineficazes e compensadas com sucesso pela oposição.
Autores principais:Conduto, João Pedro Garrido
Outros Autores:Sanches, Edalina Rodrigues
Assunto:Madagáscar Madagascar Eleições Elections Partidos Parties Sistemas partidários Party systems Legados autoritários Authoritarian legacies Igualdade nas condições de competição Level playing field
Ano:2019
País:Portugal
Tipo de documento:artigo
Tipo de acesso:acesso aberto
Instituição associada:ISCTE
Idioma:inglês
Origem:Repositório ISCTE
Descrição
Resumo:Espera-se que os sistemas partidários cresçam e amadureçam com o tempo; no entanto, o caso de Madagáscar é de alta fluidez: há elevada volatilidade entre partidos e líderes em sucessivas eleições, e os novos competidores facilmente são eleitos. Este estudo explora o papel dos legados autoritários e as estratégias de distorção das condições de competição eleitoral enquanto fatores-chave para entender por que razões o sistema partidário malgaxe não se institucionalizou desde o início da Terceira República. Os resultados demonstram que a centralização da liderança partidária, a etnicidade, o personalismo e o clientelismo moldaram a formação dos partidos durante – e para além – do período autoritário; e que as tentativas dos incumbentes de criar assimetrias no acesso a recursos, meios de comunicação e legislação têm sido ineficazes e compensadas com sucesso pela oposição.