Publicação
Relação famílias-escola: ações e representações
| Resumo: | Este estudo tem como intuito apreender e compreender em que medida fatores como a condição social das famílias, os métodos de socialização praticados, a trajetória escolar dos progenitores e as representações que possuem da Escola, influenciam ou geram diferenças no seu envolvimento com a escolarização dos filhos. Para o efeito escolheu-se como população alvo, dez famílias com filhos em idade escolar, sinalizadas pelas professoras como pertencentes a dois subgrupos: famílias que se envolvem na escolaridade dos filhos (cinco) e que não se envolvem ou pouco se envolvem (cinco). Foram escolhidas famílias cujos filhos se encontravam no segundo ano de escolaridade, pela primeira vez, não tendo sido sujeitos a retenções, reduzindo o impacto que o insucesso pode assumir na relação das famílias com a escola e que simultaneamente não possuíssem níveis de escolaridade acima do 12º ano, por sabermos que a frequência do ensino superior modela particularmente a relação das famílias com a escola. Foram encontradas duas tipologias de famílias na relação que mantem com a escola, que se caraterizam pelo tipo de condições sociais que possuem, nomeadamente o capital escolar, as vivências na trajetória escolar, as representações da Escola, interagindo os aspetos simbólicos com aspetos mais concretos da sua vida pessoal. Conclui-se, ainda, existir discrepâncias entre as perceções das famílias e as das professoras, da relação de envolvimento parental nas práticas de acompanhamento dos filhos, submergindo o insuficiente conhecimento dos contextos familiares, por parte das docentes, e o desconhecimento, por parte das famílias, de quais as práticas de envolvimento das famílias que a escola privilegia. |
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| Autores principais: | Costa, Ana Paula Soares Sopas |
| Assunto: | Relação famílias-escola Envolvimento famílias-escola Representações sociais da escola 1º Ciclo do ensino básico Families-school involvement Family-school relation Social representations of school 1st cycle of basic education |
| Ano: | 2012 |
| País: | Portugal |
| Tipo de documento: | dissertação de mestrado |
| Tipo de acesso: | acesso aberto |
| Instituição associada: | ISCTE |
| Idioma: | português |
| Origem: | Repositório ISCTE |
| Resumo: | Este estudo tem como intuito apreender e compreender em que medida fatores como a condição social das famílias, os métodos de socialização praticados, a trajetória escolar dos progenitores e as representações que possuem da Escola, influenciam ou geram diferenças no seu envolvimento com a escolarização dos filhos. Para o efeito escolheu-se como população alvo, dez famílias com filhos em idade escolar, sinalizadas pelas professoras como pertencentes a dois subgrupos: famílias que se envolvem na escolaridade dos filhos (cinco) e que não se envolvem ou pouco se envolvem (cinco). Foram escolhidas famílias cujos filhos se encontravam no segundo ano de escolaridade, pela primeira vez, não tendo sido sujeitos a retenções, reduzindo o impacto que o insucesso pode assumir na relação das famílias com a escola e que simultaneamente não possuíssem níveis de escolaridade acima do 12º ano, por sabermos que a frequência do ensino superior modela particularmente a relação das famílias com a escola. Foram encontradas duas tipologias de famílias na relação que mantem com a escola, que se caraterizam pelo tipo de condições sociais que possuem, nomeadamente o capital escolar, as vivências na trajetória escolar, as representações da Escola, interagindo os aspetos simbólicos com aspetos mais concretos da sua vida pessoal. Conclui-se, ainda, existir discrepâncias entre as perceções das famílias e as das professoras, da relação de envolvimento parental nas práticas de acompanhamento dos filhos, submergindo o insuficiente conhecimento dos contextos familiares, por parte das docentes, e o desconhecimento, por parte das famílias, de quais as práticas de envolvimento das famílias que a escola privilegia. |
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