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No temp(l)o da arte: Um estudo sobre práticas culturais

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Detalhes bibliográficos
Resumo:Neste artigo procura-se analisar a composição social e os processos de recepção de os públicos habituais da Casa das Artes, instituição pública da cidade do Porto que consagra produtos da "cultura cultivada", divulgando, no mesmo espaço, exposições temporárias, teatro experimental e cinema de autor. Trata-se, assim, de estudar as estratégias de ascensão social produzidas por esses públicos, ao nível das suas práticas culturais. Deste modo, na primeira parte do texto, e com base na perspectiva de Pierre Bourdieu, (re)conceptualizam-se os princípios teóricos que nos permitem compreender por que razão as práticas culturais pertencentes à esfera dos consumos "nobres" não se tornaram ainda extensivas a todas as classes sociais. Na segunda parte do texto, através de um breve registo etnográfico e de alguns dados estatísticos, caracterizam-se os públicos do pólo de oferta cultural em causa, chamando--se a atenção para as variáveis que poderão explicar o que os leva a consumir de um modo "distinto" e "distintivo" os produtos e os espaços conotados com a cultura erudita.
Autores principais:Melo, Maria Benedita Portugal e
Assunto:Práticas culturais Distinção Habitus Capital cultural Cultural practices Distinction Habitus
Ano:1998
País:Portugal
Tipo de documento:artigo
Tipo de acesso:acesso aberto
Instituição associada:ISCTE
Idioma:português
Origem:Repositório ISCTE
Descrição
Resumo:Neste artigo procura-se analisar a composição social e os processos de recepção de os públicos habituais da Casa das Artes, instituição pública da cidade do Porto que consagra produtos da "cultura cultivada", divulgando, no mesmo espaço, exposições temporárias, teatro experimental e cinema de autor. Trata-se, assim, de estudar as estratégias de ascensão social produzidas por esses públicos, ao nível das suas práticas culturais. Deste modo, na primeira parte do texto, e com base na perspectiva de Pierre Bourdieu, (re)conceptualizam-se os princípios teóricos que nos permitem compreender por que razão as práticas culturais pertencentes à esfera dos consumos "nobres" não se tornaram ainda extensivas a todas as classes sociais. Na segunda parte do texto, através de um breve registo etnográfico e de alguns dados estatísticos, caracterizam-se os públicos do pólo de oferta cultural em causa, chamando--se a atenção para as variáveis que poderão explicar o que os leva a consumir de um modo "distinto" e "distintivo" os produtos e os espaços conotados com a cultura erudita.