Publicação
O processo de transformação digital no Tribunal de Contas enquanto instituição superior de controlo com funções jurisdicionais
| Resumo: | A inteligência artificial tem contribuído para torna os processos mais eficientes e ágeis, no entanto, devemos reconhecer os riscos decorrentes do uso desta e implementar medidas adequadas a evitar a sua consumação, ou pelo menos minimizar o seu impacto e encontrar um ponto de equilíbrio. Técnicas automatizadas de processamento de dados, como algoritmos, permitem o acesso à informação e, frequentemente, são utilizados em processos que antes eram feitos por humanos. Os algoritmos são usados para preparar decisões humanas, ou toma-las de imediato, o que levanta desafios consideráveis, pois existe a probabilidade de estas decisões serem, por vezes, difíceis de compreender e contestar eficazmente. O presente trabalho procura obter e analisar, através de entrevistas semiestruturadas, a perceção dos Juízes Conselheiros e dos trabalhadores do Tribunal de Contas, relativamente ao estado atual e às perspetivas de futuro das repercussões da digitalização nesta instituição. Identificar as vantagens, desvantagens, os riscos, da inteligência artificial e dos processos automatizados e os eventuais meios para os minimizar. Para garantir a transparência e a segurança jurídica, nos processos de auditoria e de julgamento com recurso a algoritmos, e sistemas automatizados, é indispensável que sejam comunicadas as regras utilizadas na programação destes e as decisões referentes a casos similares devem ser uniformes. A auditoria garante a confiança das pessoas nas finanças e despesas publicas, devem ser explorados novos espaços regulatórios emergentes na auditoria, pois esta, cada vez mais, depende da tecnologia, para recolher e analisar grande volume de dados, à medida que as organizações passam pela transformação digital. |
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| Autores principais: | Simion, Doina |
| Assunto: | Auditoria -- Audit Transparência Confiança -- Trust Tribunal de Contas Inteligência artificial -- Artificial intelligence Transparency Court of Auditors |
| Ano: | 2023 |
| País: | Portugal |
| Tipo de documento: | dissertação de mestrado |
| Tipo de acesso: | acesso aberto |
| Instituição associada: | ISCTE |
| Idioma: | português |
| Origem: | Repositório ISCTE |
| Resumo: | A inteligência artificial tem contribuído para torna os processos mais eficientes e ágeis, no entanto, devemos reconhecer os riscos decorrentes do uso desta e implementar medidas adequadas a evitar a sua consumação, ou pelo menos minimizar o seu impacto e encontrar um ponto de equilíbrio. Técnicas automatizadas de processamento de dados, como algoritmos, permitem o acesso à informação e, frequentemente, são utilizados em processos que antes eram feitos por humanos. Os algoritmos são usados para preparar decisões humanas, ou toma-las de imediato, o que levanta desafios consideráveis, pois existe a probabilidade de estas decisões serem, por vezes, difíceis de compreender e contestar eficazmente. O presente trabalho procura obter e analisar, através de entrevistas semiestruturadas, a perceção dos Juízes Conselheiros e dos trabalhadores do Tribunal de Contas, relativamente ao estado atual e às perspetivas de futuro das repercussões da digitalização nesta instituição. Identificar as vantagens, desvantagens, os riscos, da inteligência artificial e dos processos automatizados e os eventuais meios para os minimizar. Para garantir a transparência e a segurança jurídica, nos processos de auditoria e de julgamento com recurso a algoritmos, e sistemas automatizados, é indispensável que sejam comunicadas as regras utilizadas na programação destes e as decisões referentes a casos similares devem ser uniformes. A auditoria garante a confiança das pessoas nas finanças e despesas publicas, devem ser explorados novos espaços regulatórios emergentes na auditoria, pois esta, cada vez mais, depende da tecnologia, para recolher e analisar grande volume de dados, à medida que as organizações passam pela transformação digital. |
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