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A evocação da memória associada ao 25 de Abril no Facebook

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Detalhes bibliográficos
Resumo:A democratização do acesso à internet no final do século passado e, mais concretamente, o desenvolvimento de redes sociais online, entre as quais se destaca o Facebook, vieram modificar o modo como a memória pessoal e coletiva são tratadas e evocadas na sociedade. A constituição de comunidades online tornou-se uma prática recorrente, sobretudo através de grupos de discussão em torno de matérias específicas, como por exemplo acontecimentos históricos. Deste modo, a presente dissertação ocupa-se de perceber como um acontecimento do Portugal contemporâneo com a dimensão do 25 de Abril é evocado e celebrado de forma digital e em rede por uma comunidade imaginada, que se estabelece em torno da partilha da celebração da Revolução e, consequentemente, dos seus valores. A análise desenvolvida neste trabalho procura perceber de que forma o grupo de Facebook “25 de Abril” evoca o acontecimento histórico que lhe serve de mote, através da interpretação dos dados resultantes de uma análise dual, dividida entre o método de codificação e a análise dos conteúdos partilhados pelos perfis que constituem esta comunidade online. Foi possível perceber que a comunidade online configura um espaço mediado para que a comunidade imaginada evoque a Revolução na esfera digital, sobretudo através de dimensões ligadas à memória histórica e à comemoração.
Autores principais:Gouveia, Bernardo da Costa Carvalho
Assunto:25 de Abril -- April 25 th Memória Revolução Facebook Mediação Memory Revolution Mediation
Ano:2022
País:Portugal
Tipo de documento:dissertação de mestrado
Tipo de acesso:acesso aberto
Instituição associada:ISCTE
Idioma:português
Origem:Repositório ISCTE
Descrição
Resumo:A democratização do acesso à internet no final do século passado e, mais concretamente, o desenvolvimento de redes sociais online, entre as quais se destaca o Facebook, vieram modificar o modo como a memória pessoal e coletiva são tratadas e evocadas na sociedade. A constituição de comunidades online tornou-se uma prática recorrente, sobretudo através de grupos de discussão em torno de matérias específicas, como por exemplo acontecimentos históricos. Deste modo, a presente dissertação ocupa-se de perceber como um acontecimento do Portugal contemporâneo com a dimensão do 25 de Abril é evocado e celebrado de forma digital e em rede por uma comunidade imaginada, que se estabelece em torno da partilha da celebração da Revolução e, consequentemente, dos seus valores. A análise desenvolvida neste trabalho procura perceber de que forma o grupo de Facebook “25 de Abril” evoca o acontecimento histórico que lhe serve de mote, através da interpretação dos dados resultantes de uma análise dual, dividida entre o método de codificação e a análise dos conteúdos partilhados pelos perfis que constituem esta comunidade online. Foi possível perceber que a comunidade online configura um espaço mediado para que a comunidade imaginada evoque a Revolução na esfera digital, sobretudo através de dimensões ligadas à memória histórica e à comemoração.