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Os muros da escola: As distâncias e as transições entre ciclos de ensino

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Detalhes bibliográficos
Resumo:A partir de um estudo sociológico, de cariz teórico-empírico, procura-se demonstrar como a distância entre ciclos do ensino básico, em Portugal, constitui um elemento central dos processos de individualização, de exclusão social e de regulação sistémica, no quadro da modernidade. Para isso, recorreu-se a um quadro teórico no qual se cruzam diferentes escolas teóricas, em diálogo permanente com um aparelho de observação empírica, capaz de captar as várias escalas em que se desenrola o fenómeno, desde a estruturação dos sistemas educativos a um jogo local de interacção entre professores, alunos e pais, moldado por um contexto estrutural e cultural específico. Assim, desenvolveu uma pesquisa de terreno em cinco escolas situadas num bairro histórico de Lisboa, incluindo a aplicação de questionários, entrevistas e observação directa, bem como uma análise de documentos, estatísticas e histórias de vida que permitisse colocar a questão numa maior amplitude espacial e temporal. A comparação internacional foi também valorizada, a partir de uma análise semelhante realizada no centro de Madrid e, de um modo mais genérico, da exploração de documentos e estatísticas sobre outros sistemas educativos europeus.
Autores principais:Abrantes, Pedro
Assunto:Transições Exclusão Individualização Transitions Exclusion Individualization Educação -- Education
Ano:2008
País:Portugal
Tipo de documento:tese de doutoramento
Tipo de acesso:acesso aberto
Instituição associada:ISCTE
Idioma:português
Origem:Repositório ISCTE
Descrição
Resumo:A partir de um estudo sociológico, de cariz teórico-empírico, procura-se demonstrar como a distância entre ciclos do ensino básico, em Portugal, constitui um elemento central dos processos de individualização, de exclusão social e de regulação sistémica, no quadro da modernidade. Para isso, recorreu-se a um quadro teórico no qual se cruzam diferentes escolas teóricas, em diálogo permanente com um aparelho de observação empírica, capaz de captar as várias escalas em que se desenrola o fenómeno, desde a estruturação dos sistemas educativos a um jogo local de interacção entre professores, alunos e pais, moldado por um contexto estrutural e cultural específico. Assim, desenvolveu uma pesquisa de terreno em cinco escolas situadas num bairro histórico de Lisboa, incluindo a aplicação de questionários, entrevistas e observação directa, bem como uma análise de documentos, estatísticas e histórias de vida que permitisse colocar a questão numa maior amplitude espacial e temporal. A comparação internacional foi também valorizada, a partir de uma análise semelhante realizada no centro de Madrid e, de um modo mais genérico, da exploração de documentos e estatísticas sobre outros sistemas educativos europeus.