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Recife, Veneza Brasileira: repensando a mobilidade urbana a partir de seus rios

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Detalhes bibliográficos
Resumo:Muitas cidades são ricas em rios, canais e estuários que configuram e embelezam suas paisagens urbanas. Tradicionalmente utilizados como rotas de transporte e espaços de lazer, passaram por períodos de degradação com intensas poluições domésticas e industriais de águas. Recentemente, tais espaços têm sido pensados enquanto alternativas para o contexto distópico das cidades contemporâneas, desafiando o modelo hegemônico de mobilidade individual e privada trazendo benefícios sociais, culturais e ambientais. Recife, considerada popularmente como Veneza brasileira pela quantidade de rios que cruzam a cidade, tem se destacado por investir em um projeto piloto que busca despoluir as águas de seus rios e transformá-los em corredores fluviais para o transporte público. O projeto Rios da Gente surge como uma mobilidade potencial que pode democratizar e pluralizar as opções de modos de transporte de sua população. Este artigo tem, então, como objetivo analisar este projeto de navegabilidade enquanto uma forma de mobilidade potencial seguindo o conceito de motilidade apresentado por Kaufmann (2002) e partindo do modelo de mobilidade potencial desenvolvido por Kellerman (2012). Contudo, procuramos abordar as considerações sobre tal modelo e conceitos básicos para uma reflexão tanto a nível individual como coletivo, por exemplo, o planejamento e gestão sustentável da mobilidade urbana. Partindo dos conceitos que constituem uma mobilidade potencial e sua apropriação, passamos a focar em aspectos dos indivíduos/usuários mas, principalmente, as considerações societais desses elementos.
Autores principais:Cunha Gomes da Silva, Cédrick
Outros Autores:Carvalho Benício de Mello, Sérgio
Assunto:Espaços urbanos Navegabilidade Mobilidade potencial Motilidade Sustentabilidade
Ano:2017
País:Portugal
Tipo de documento:artigo
Tipo de acesso:acesso aberto
Instituição associada:ISCTE
Idioma:português
Origem:Repositório ISCTE
Descrição
Resumo:Muitas cidades são ricas em rios, canais e estuários que configuram e embelezam suas paisagens urbanas. Tradicionalmente utilizados como rotas de transporte e espaços de lazer, passaram por períodos de degradação com intensas poluições domésticas e industriais de águas. Recentemente, tais espaços têm sido pensados enquanto alternativas para o contexto distópico das cidades contemporâneas, desafiando o modelo hegemônico de mobilidade individual e privada trazendo benefícios sociais, culturais e ambientais. Recife, considerada popularmente como Veneza brasileira pela quantidade de rios que cruzam a cidade, tem se destacado por investir em um projeto piloto que busca despoluir as águas de seus rios e transformá-los em corredores fluviais para o transporte público. O projeto Rios da Gente surge como uma mobilidade potencial que pode democratizar e pluralizar as opções de modos de transporte de sua população. Este artigo tem, então, como objetivo analisar este projeto de navegabilidade enquanto uma forma de mobilidade potencial seguindo o conceito de motilidade apresentado por Kaufmann (2002) e partindo do modelo de mobilidade potencial desenvolvido por Kellerman (2012). Contudo, procuramos abordar as considerações sobre tal modelo e conceitos básicos para uma reflexão tanto a nível individual como coletivo, por exemplo, o planejamento e gestão sustentável da mobilidade urbana. Partindo dos conceitos que constituem uma mobilidade potencial e sua apropriação, passamos a focar em aspectos dos indivíduos/usuários mas, principalmente, as considerações societais desses elementos.